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Deputada do Rio de Janeiro vira ré por envolvimento com milícia

Deputada Lucinha e ex-assessora viram rés em denúncia por interferência política à milícia Bonde do Zinho e obtenção de informações privilegiadas

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  • O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou rés a deputada Lúcia Helena Pinto de Barros (Lucinha) e sua ex-assessora Ariane Afonso Lima.
  • Elas são acusadas de envolvimento com a milícia “Bonde do Zinho” ou “Família Braga”, que atua na zona oeste do Rio, em bairros como Campo Grande, Paciência, Cosmos, Inhoaíba, Guaratiba e Santa Cruz.
  • A denúncia aponta interferência política a favor do grupo, incluindo julho de 2021, quando forneciam informações privilegiadas sobre a agenda do prefeito Eduardo Paes para permitir que milicianos retirassem integrantes das ruas.
  • Também há indícios de tentativa de manter a chamada “Brecha da P5” no transporte público municipal para ampliar a arrecadação das vans, além de repassar informações sobre investigações para influenciar as investigações em curso.
  • A acusação afirma ainda que, em novembro de 2021, a deputada auxiliou milicianos presos em flagrante; entre 2021 e 2023 houve encontros frequentes com lideranças da milícia e ela nomeou assessores ligados ao grupo; as denunciadas responderão pelo crime de milícia privada (artigo 288‑A, Lei 12.850/12), com pena de 5 a 10 anos de prisão, além de multa e perda do cargo.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recebeu nesta segunda-feira 15 a denúncia do Ministério Público, tornando rés a deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, conhecida como deputada Lucinha, e sua ex-assessora Ariane Afonso Lima. Elas são acusadas de atuação com milícia.

A denúncia sustenta envolvimento com a milícia denominada Bonde do Zinho ou Família Braga, atuante na zona oeste do Rio, em bairros como Campo Grande, Paciência, Cosmos, Inhoaíba, Guaratiba e Santa Cruz. Dados apontam interferência política em favor do grupo.

Em julho de 2021, as denunciadas teriam repassado ao grupo informações privilegiadas sobre a agenda de visitas do prefeito Eduardo Paes à zona oeste, facilitando a retirada de milicianos das ruas dominadas pela organização.

Interferência em serviços e investigações

Ainda conforme a denúncia, houve tentativa de atuar junto ao prefeito e a autoridades municipais para manter a chamada Brecha da P5 no transporte público alternativo municipal, ampliando a arrecadação das vans da milícia.

As informações privilegiadas sobre investigações também aparecem no texto acusatório, com suposta interferência no curso de apurações para influenciar a linha de investigação a ser seguida pelos investigadores.

Em novembro de 2021, a deputada teria auxiliado membros do Bonde do Zinho presos em flagrante a obter a liberação, segundo a denúncia.

Entre junho de 2021 e março de 2022, relatos indicam encontros frequentes entre as denunciadas e lideranças do grupo, como Zinho, em média duas vezes por mês, para orientar as ações de interferência na Alerj.

Lucinha também nomeou assessores entre 2021 e 2023, verificando vínculos com integrantes da milícia ou seus parentes. A atuação no gabinete é apontada como linha de atuação do grupo.

No fim de 2023, a Polícia Federal descreveu ligações da deputada com a milícia da zona oeste ligada à família Braga. Uma ordem judicial afastou-a do cargo, mas ela foi reintegrada à Alerj por decisão dos pares.

As denunciadas responderão pelo crime de constituição de milícia privada, previsto no artigo 288-A do Código Penal, na forma da Lei 12.850/12, com pena de 5 a 10 anos de prisão, além de multa e perda da função pública.

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