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Governo pedirá fim da concessão da Enel em SP após terceiro apagão

Governo federal, em acordo com o governo de São Paulo e a prefeitura, vai solicitar a caducidade da concessão da Enel SP na capital e região após o apagão que deixou milhões sem energia

Após terceiro apagão em três anos, governo vai pedir fim de concessão da Enel em SP | Grupo italiano Enel: plano de contingência para atendimento à população na Grande São Paulo mais uma vez se mostrou insuficiente
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  • Governo federal, em acordo com o governo de São Paulo e a prefeitura da capital, vai pedir a caducidade da concessão da Enel SP na cidade e na região metropolitana, com encaminhamento à Aneel; a concessão vence em 2028.
  • A decisão foi anunciada na tarde de terça-feira (16) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião com o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes.
  • A medida ocorre após apagões recentes que deixaram mais de 2 milhões de residências e comércios sem energia por até 96 horas, o terceiro episódio em três anos.
  • A Controladoria-Geral da União concluiu relatório que aponta falha da concessionária na ativação dos planos de contingência durante os apagões; a Enel já foi multada em cerca de R$ 375 milhões, mas pagou apenas parte.
  • A Enel informou que mobilizou 1.800 equipes e investiu menos do que o previsto nos últimos 12 meses; lucros da empresa chegaram a € 6,271 bilhões nos nove meses de 2025 e há dividendos de € 0,23 por ação para 21 de janeiro de 2026, com plano de € 0,46 por ação para 2025–2027.

A decisão envolve o governo federal, o governo do estado de São Paulo e a prefeitura da capital. O objetivo é solicitar a caducidade da concessão da Enel na cidade e na região metropolitana de São Paulo. A divulgação ocorreu na tarde desta terça-feira, após reunião entre autoridades.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida será encaminhada à Aneel, a agência reguladora. A caducidade é uma das alternativas consideradas após o maior apagão da semana passada, que atingiu milhões de pessoas por até quatro dias.

A decisão ocorre em meio a histórico de interrupções. Episódios anteriores ocorreram em 2023 e 2024, com milhões sem energia por dias. Em março de 2024 houve um apagão de menor proporção, com planos de contingência críticos.

Contexto regulatório e econômico

A Controladoria-Geral da União concluiu, em julho, que houve falha da Enel no acionamento de planos de contingência. A Enel SP já foi multada por Aneel e Arsesp em cerca de R$ 375 milhões, pagas apenas parcialmente por contestação na Justiça.

A mais recente queda de fornecimento ocorreu após rajadas de vento de quase 100 km/h, na semana passada. Planos de contingência, implementados após os dois grandes apagões, mostraram-se insuficientes.

Apesar das falhas, a Enel informou mobilização de 1.800 equipes pela região e destacou aumento de 30% nos investimentos entre 2019 e 2025, na comparação com a concessionária anterior. Em janeiro de 2026, a empresa pretende pagar dividendos de 0,23 euro por ação.

Dados da Aneel indicam que a empresa investiu menos do que o previsto no último ano. A concessionária registra lucro global significativo nos nove primeiros meses de 2025, com planos de dividendos para 2025-2027.

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