- O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA encerrou sete subsídios multimilionários à American Academy of Pediatrics, sem aviso prévio, afetando projetos de saúde infantil como identificação precoce de autismo e risco de SIDS.
- A justificativa foi que o material da AAP usava linguagem baseada em identidade e não estava alinhado às prioridades do HHS/CDC.
- AAP informou que a retirada pode impactar famílias em diversas comunidades e sinalizou que pode buscar vias legais.
- O episódio ocorre num contexto de críticas mútuas entre a AAP e Robert F. Kennedy Jr., com Kennedy questionando recomendações de vacinas da AAP, incluindo a Covid-19.
- Além disso, AAP e outras associações entraram com ação judicial contra o HHS para contestar mudanças nas políticas de vacinas, com apoio de grupos que ressaltam consequências para vacinação de gestantes e crianças.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA encerrou sete subsídios multimilionários destinados à American Academy of Pediatrics (AAP). A decisão ocorreu sem aviso prévio e afetou ações voltadas à saúde infantil, incluindo detecção precoce de autismo e prevenção de SIDS.
A AAP confirmou a suspensão dos recursos, destacando que as propostas financiadas abrangiam redução de mortes súbitas, acesso rural a serviços de saúde, saúde mental, saúde de adolescentes e apoio a crianças com deficiências. A organização também mencionou que a retirada pode prejudicar famílias em diversas comunidades.
O motivo oficial indicado pelo HHS é que o material das propostas utilizava linguagem baseada em identidade, não estando alinhado às prioridades do Departamento e do CDC. Documentos internos teriam apontado que termos como linguagem identificadora de grupos e referências a disparidades não estariam compatíveis com as diretrizes atuais.
Repercussões legais e posicionamentos
A AAP afirmou estar avaliando opções legais diante da suspensão. O órgão de saúde também ressaltou que o corte pode impactar a atuação de equipes que trabalham com saúde infantil em várias regiões do país. O HHS não forneceu comentários adicionais além de justificar a desalineação das prioridades.
RFK Jr, crítico das políticas da AAP, havia questionado recomendações da associação sobre vacinas e topou divergência com orientações federais. A AAP, por sua vez, publicou diretrizes próprias sobre vacinação, o que intensificou tensões entre entidades de saúde e autoridades.
A AAP, associando-se a outras entidades médicas, moveu ação judicial contra o HHS para contestar mudanças em políticas de vacinação promovidas por Kennedy. Defensores do sistema público de saúde argumentam que alterações abruptas podem criar incertezas na administração de vacinas.
Entre na conversa da comunidade