Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Frederick Wassef é condenado por injúria racial

Frederick Wassef é condenado por injúria racial após chamar atendente de pizzaria de "macaca"; pena de um ano de prisão em regime aberto e indenização de 6 mil reais

Segundo PF, Wassef recomprou nos EUA um relógio da marca Rolex recebido em viagem oficial por Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, por injúria racial após chamá-la de “macaca” a uma atendente de pizzaria em Brasília.
  • A sentença, assinada na quarta-feira, 17, prevê um ano de prisão em regime aberto e indenização de 6 mil reais por danos morais. Ele pode recorrer.
  • O episódio ocorreu em novembro de 2020, quando a atendente, à época com 18 anos, relatou que Wassef disse que “você é negra” e, após reclamar da pizza, afirmou: “Você é uma macaca. Você come o que te derem”.
  • A defesa de Wassef negou as acusações, alegando engenharia criminosa, mas as testemunhas confirmaram o comportamento ofensivo, incluindo atitudes contra outros funcionários do estabelecimento.
  • Em outubro de 2020, ele foi absolvido das acusações de racismo e vias de fato relacionadas ao mesmo caso, fato que não impediu a condenação por injúria racial nesta ação.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, pelo crime de injúria racial. A decisão foi assinada pelo juiz Omar Dantas Lima nesta quarta-feira, 17, com pena de um ano de prisão em regime aberto. Além disso, o réu deverá pagar 6 mil reais de indenização por danos morais e pode recorrer.

Segundo a denúncia, o episódio ocorreu em novembro de 2020, em uma pizzaria de Brasília. A atendente, então com 18 anos, relatou que Wassef a chamou de macaca ao reclamar do atendimento, afirmando ainda que não aceitava ser atendido por ela. A Polícia Civil do DF indiciou o advogado pelos crimes de injúria racial e racismo.

Wassef, que já respondia a denúncias anteriores, negou as acusações ao longo do processo. Em defesa, alegou que os fatos teriam sido montados por interesses pessoais e políticos para prejudicá-lo. Testemunhas, porém, corroboraram o comportamento ofensivo do advogado contra a funcionária e outros funcionários.

Decisão e penas

O juiz entendeu que houve desclassificação da atendente em razão da cor da pele, caracterizando injúria racial. A expressão proferida é considerada ofensiva e suficiente para retratar a intenção lesiva do réu. Por ser réu primário, a pena foi convertida em medidas restritivas de direitos.

Contexto do caso

A acusação também envolveu fatos ocorridos em outubro de 2020, quando a mesma menina alegou ter sido agredida fisicamente durante o atendimento. Nessa etapa, Wassef foi absolvido das acusações de racismo e de vias de fato, segundo a vara criminal do DF. O advogado afirma que houve perseguição judicial.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais