- O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, por injúria racial após chamá-la de “macaca” a uma atendente de pizzaria em Brasília.
- A sentença, assinada na quarta-feira, 17, prevê um ano de prisão em regime aberto e indenização de 6 mil reais por danos morais. Ele pode recorrer.
- O episódio ocorreu em novembro de 2020, quando a atendente, à época com 18 anos, relatou que Wassef disse que “você é negra” e, após reclamar da pizza, afirmou: “Você é uma macaca. Você come o que te derem”.
- A defesa de Wassef negou as acusações, alegando engenharia criminosa, mas as testemunhas confirmaram o comportamento ofensivo, incluindo atitudes contra outros funcionários do estabelecimento.
- Em outubro de 2020, ele foi absolvido das acusações de racismo e vias de fato relacionadas ao mesmo caso, fato que não impediu a condenação por injúria racial nesta ação.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, pelo crime de injúria racial. A decisão foi assinada pelo juiz Omar Dantas Lima nesta quarta-feira, 17, com pena de um ano de prisão em regime aberto. Além disso, o réu deverá pagar 6 mil reais de indenização por danos morais e pode recorrer.
Segundo a denúncia, o episódio ocorreu em novembro de 2020, em uma pizzaria de Brasília. A atendente, então com 18 anos, relatou que Wassef a chamou de macaca ao reclamar do atendimento, afirmando ainda que não aceitava ser atendido por ela. A Polícia Civil do DF indiciou o advogado pelos crimes de injúria racial e racismo.
Wassef, que já respondia a denúncias anteriores, negou as acusações ao longo do processo. Em defesa, alegou que os fatos teriam sido montados por interesses pessoais e políticos para prejudicá-lo. Testemunhas, porém, corroboraram o comportamento ofensivo do advogado contra a funcionária e outros funcionários.
Decisão e penas
O juiz entendeu que houve desclassificação da atendente em razão da cor da pele, caracterizando injúria racial. A expressão proferida é considerada ofensiva e suficiente para retratar a intenção lesiva do réu. Por ser réu primário, a pena foi convertida em medidas restritivas de direitos.
Contexto do caso
A acusação também envolveu fatos ocorridos em outubro de 2020, quando a mesma menina alegou ter sido agredida fisicamente durante o atendimento. Nessa etapa, Wassef foi absolvido das acusações de racismo e de vias de fato, segundo a vara criminal do DF. O advogado afirma que houve perseguição judicial.
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