- O governador Jorginho Mello criticou a PEC da Segurança Pública, afirmando que mudanças legislativas não resolvem o crime e podem engessar os estados.
- Ele pediu reforço federal em fronteiras, portos e aeroportos, apontando esses pontos como as principais portas de entrada de armas e drogas.
- Destacou que os bons resultados de Santa Catarina vêm de prevenção, integração das forças, valorização profissional e uso intenso de tecnologia.
- Santa Catarina figura entre os estados mais seguros em rankings nacionais, com taxa de homicídios em torno de 8,6 por 100 mil habitantes.
- O governo ressalta que 12% do orçamento da segurança é destinado à prevenção e a programas de ressocialização, incluindo iniciativas como educação e formação para jovens.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), criticou a PEC da Segurança nesta quarta-feira (17). Segundo ele, mudanças legislativas não resolvem o crime e podem engessar o funcionamento dos estados. Ele pediu foco em ações já previstas, não em novas regras federais.
A declaração ocorreu durante a participação do governador na CPI do Crime Organizado, no Senado, em Brasília. Jorginho ressaltou que os bons resultados de SC vêm de escolhas políticas contínuas, como prevenção, integração das forças de segurança, valorização profissional e uso de tecnologia.
O chefe do Executivo estadual afirmou que o governo federal deve priorizar o reforço das fronteiras, portos e aeroportos, como portas de entrada de armas e drogas. Ele destacou que a arma ou a droga não chegam ao país sem passagem por esses pontos.
Prevenção como eixo central
Jorginho enfatizou que 12% do orçamento estadual vão para a segurança, com ênfase em prevenção. Entre as ações, citou escola integral, Universidade Gratuita e cursos técnicos para jovens. O governo também lançou um programa contra a violência à mulher e ao feminicídio, com ações até 2035.
Sistema prisional e ressocialização
O governador ressaltou políticas de ressocialização. Santa Catarina tem cerca de 30 mil encarcerados, dos quais 35% trabalham. Os detentos recebem um salário-mínimo, com destinação para a família, custeio pessoal e um fundo para a liberdade.
Um exemplo citado foi o caso de um apenado que, após cumprir pena, passou a atuar na indústria de figurinos, com contratos em empresa de grande porte. O relato serve para ilustrar investimentos em formação e reintegração social.
Entre na conversa da comunidade