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PF acessa celular de desembargador Macário Neto, suspeito de obstrução

PF acessa dados de celular apreendido com desembargador Macário Júdice Neto; sete aparelhos sob investigação ampliam tensão entre governo e Alerj

Desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto — Foto: Divulgação
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  • A Polícia Federal acessou dados de um dos três celulares apreendidos com o desembargador Macário Júdice Neto; ele não forneceu a senha, e a PF utilizou recursos tecnológicos para ter acesso ao conteúdo.
  • São sete celulares considerados explosivos, incluindo os aparelhos de Rodrigo Bacellar e do chefe de gabinete Rui Bulhões, apontado como operador, além de aparelhos apreendidos com Bulhões.
  • A PF também conseguiu acessar um dos celulares de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj.
  • Macário atuava para tentar reaproximar o governador Cláudio Castro e Bacellar, diante do rompimento entre eles desde julho, que incluiu a demissão de Washington Reis e o fim da comunicação entre Castro e Bacellar.
  • A investigação envolve ramificações do Comando Vermelho na Alerj e tensões entre o governador e a assembleia.

A Polícia Federal (PF) acessou dados de um dos três celulares apreendidos com o desembargador Macário Júdice Neto. Ele está preso nesta semana por obstrução às investigações sobre ramificações do Comando Vermelho na Alerj. A senha não foi fornecida; a PF recorreu a recursos tecnológicos.

Ao todo, sete celulares são considerados explosivos pela PF, incluindo os aparelhos de Rodrigo Bacellar e do chefe de gabinete de Bacellar, Rui Bulhões, apontado como operador. Além dos aparelhos do desembargador, a PF também conseguiu acessar um dos celulares de Bacellar.

A investigação aponta rompimento entre o governador Cláudio Castro e Bacellar desde julho. Macário atuava para tentar reaproximar as duas partes, chegando a ligar para o governador para tentar marcar encontro com Bacellar.

Dados e desdobramentos

Investigadores indicam que a atuação de Macário visava criar canais para apaziguar a distância entre o Governo e a Alerj, em meio a ações judiciais envolvendo compra de votos na reeleição de Castro e na eleição de Bacellar em 2024.

Contexto institucional

A quebra de sigilo e a apreensão de celulares reforçam a complexidade do caso, que envolve ramificações do Comando Vermelho na Assembleia e tensões entre o governo estadual e a Casa. As investigações seguem com novas diligências.

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