- O governo planeja banir a caça de lebres na maior parte do ano, mantendo apenas uma temporada de caça fora do período de reprodução (fevereiro a outubro) para proteger mães e filhotes.
- Também está prevista a implementação de um banimento à caça por trilha, em que cães seguem um rastro em vez de caçar um animal vivo, cumprindo compromisso do programa.
- A proposta faz parte de mudanças amplas na lei de bem-estar animal anunciadas pela ministra da natureza, Mary Creagh, que afirma ser errado que lebres sejam mortas durante a reprodução.
- A medida busca também conter a prática de abates organizados, que resulta em leverets órfãos, e é vista como forma de reacender o apoio ao partido trabalhista.
- Politicamente, a notícia é acompanhada como possível impulso para elevar o ânimo entre parlamentares e eleitores após semanas de disputas internas e alta no custo de vida.
O governo do Reino Unido anunciará mudanças amplas na lei de bem-estar animal, incluindo a proibição de caça de lebres na maior parte do ano na Inglaterra. A medida visa interromper a prática de abate durante a gestação e reduzir o impacto sobre filhotes. A proposta também contempla o fim da caça por cheiro, conhecida como trail hunting.
Além disso, deve entrar em vigor uma proibição à prática de trail hunting, em que cães seguem uma pista aromática em vez de perseguir um animal vivo. A mudança era promessa de campanha e integra o novo conjunto de diretrizes legais que será apresentado na próxima semana.
A ministra da natureza, Mary Creagh, afirmou que as lebres marrons são parte essencial do campo britânico e que é inadequado permitir que muitas sejam abatidas durante a reprodução. Ela disse estar determinada a interromper o declínio da espécie.
Mudança na lei de bem-estar animal
O pacote de bem-estar animal, com a programação completa, busca também estimular o apoio de deputados do Labour e de eleitores ante o acúmulo de tensões internas no partido e o aumento do custo de vida. Pesquisas anteriores indicam apoio público à endurecimento dos critérios para caçadas.
O novo período de defeso proibirá a caça de lebres entre fevereiro e outubro, época de reprodução, para proteger mães e filhotes. Hoje, as lebres são abatidas por carne, recreação e pela percepção de superpopulação em alguns terrenos rurais.
Especialistas contestam a ideia de superpopulação de lebres no campo britânico. Dados de Inglaterra e País de Gales indicam queda de cerca de 80% nas populações de lebres marrons ao longo de um século.
Ex-ministro do ambiente, George Eustice comentou ao The Guardian que a proteção de espécies durante a reprodução é princípio de conservação. Segundo ele, a implementação de um defeso moderno representa avanço, já que cerca de 200 mil lebres são mortas anualmente em caças comerciais entre fevereiro e março, deixando filhotes órfãos.
Eustice destacou que o debate sobre o defeso havia encontrado resistência no passado, mas elogiou a confiança do governo na medida. Ele lembrou que leis anteriores foram baseadas em restrições de venda e não atendiam às necessidades atuais de conservação.
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