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Eduardo Bolsonaro avalia obter passaporte apátrida

Eduardo Bolsonaro avalia obter passaporte de apátrida para morar nos EUA após cassação; passaporte diplomático perde validade e ele mantém atuação internacional

Eduardo Bolsonaro diz que continuará sua atuação internacional apesar da perda do mandato. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Eduardo Bolsonaro revelou que avalia obter um passaporte de apátrida para permanecer nos Estados Unidos após perder o mandato na Câmara. Ele está no Texas desde fevereiro e disse ao Jornal do SBT News no sábado (20).
  • O ex-deputado afirmou que pode haver uma ordem para impedir a emissão de passaporte comum e que, dentro de 30 a 60 dias, ao perder o mandato, deverá devolver o passaporte diplomático.
  • Ele disse considerar alternativas caso a restrição se confirme, incluindo buscar um passaporte de apátrida.
  • Eduardo atribuiu a possível perda do documento a uma ofensiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e disse que continua vigilante às estratégias do STF.
  • Mesmo fora do mandato, o ex-parlamentar disse que manterá atuação internacional, contribuindo com a pré-campanha do irmão, o senador Flávio Bolsonaro, com contatos no mundo árabe, Israel, os Estados Unidos e El Salvador.
  • Segundo a Câmara dos Deputados, o passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro e de sua família, emitido em fevereiro de 2023 e com validade até julho de 2027, deixou de ser válido após a cassação do mandato.
  • A Mesa Diretora da Câmara cassou, na quinta-feira (18), os mandatos de Eduardo Bolsonaro e de Alexandre Ramagem. Eduardo foi cassado por excesso de faltas; Ramagem, por determinação do STF, por tentativa de golpe de Estado.
  • As cassações foram publicadas no Diário da Câmara dos Deputados e assinadas pelo presidente da Casa, Hugo Motta, e outros quatro integrantes.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado pelo PL de São Paulo, afirmou à TV que avalia obter um passaporte de apátrida para permanecer nos Estados Unidos após a cassação do mandato. Ele está no Texas desde fevereiro e concedeu a entrevista no fim de semana passado.

Segundo o ex-parlamentar, há risco de perder o passaporte brasileiro comum, o que não o impediria de buscar outras formas de viagem. Ele afirmou que existe ordem para impedir a emissão de passaporte comum a seu nome.

Ele alegou que a restrição tem relação com uma suposta ofensiva do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmou que, caso confirmada, poderá devolver o passaporte diplomático. Eduardo já sinalizou considerar opções alternativas.

Situação da cassação e efeitos

Mesmo sem o mandato, Eduardo disse que continuará atuando politicamente no exterior, contribuindo com a pré-campanha do irmão, o senador Flávio Bolsonaro. Ele mencionou contatos internacionais, incluindo Estados Unidos e países do Oriente Médio.

Segundo dados da Câmara, o passaporte diplomático da família, emitido em 2023, deixou de valer após a cassação. A Mesa Diretora formalizou a cassação de Eduardo e de Alexandre Ramagem, por motivos distintos, com publicações no Diário da Câmara.

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