- O deputado federal José Medeiros informou ter recebido informações antecipadas de operações da Polícia Federal contra pré-candidatos do PL, em entrevista nesta segunda-feira.
- Segundo Medeiros, as informações teriam chegado a Valdemar Costa Neto, Altineu Côrtes e Sóstenes Cavalcante, com quem ele se reuniu na quarta-feira.
- Ele afirmou que haveria operações constantes tanto contra candidatos ao Senado quanto contra prefeitos do PL que sejam cabos eleitorais importantes.
- A PF realizou, na sexta-feira, operação envolvendo Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, encontrando aproximadamente 400 mil reais em espécie em um flat usado por Sóstenes.
- Sóstenes disse que o dinheiro foi obtido com a venda de um imóvel; a PF investiga possível desvio de cotas parlamentares.
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) informou a aliados que teve acesso antecipado a operações da Polícia Federal contra pré-candidatos do PL. Segundo ele, as informações teriam chegado de interlocutores próximos, incluindo membros da direção do partido.
Medeiros citou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Ele disse que houve relatos de operações previstas envolvendo candidatos ao Senado e prefeitos ligados ao PL.
Em entrevista ao Café com a Gazeta do Povo, o deputado descreveu que o assunto circula entre corredores de Brasília, sugerindo que informações aparecem com facilidade na política. Afirmou que não há segredo entre colegas, apenas vazamentos eventuais.
PF encontra dinheiro em apartamento ligado a Sóstenes Cavalcante
Na sexta-feira passada, a PF realizou operação que atingiu Sóstenes e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Em um flat utilizado pelo parlamentar, foram encontrados cerca de 400 mil reais em espécie. A defesa de Sóstenes afirmou que o dinheiro decorre da venda de um imóvel.
A PF suspeita de desvio de cotas parlamentares. Para Medeiros, o tema das cotas e filigranas legislativas é alvo de críticas e alerta para riscos institucionais. Ele citou também uma suposta ausência de investigações envolvendo a esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Medeiros ainda disse que, segundo ele, o Brasil vive um cenário de desordem institucional e comparou a situação a modelos de governo de outros países, sem detalhar ligações formais entre Judiciário e Executivo. O deputado não apresentou provas de irregularidades.
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