- Anutin Charnvirakul foi escolhido pela Bhumjaithai como candidato a primeiro-ministro nas eleições de fevereiro, consideradas as mais decisivas desde a criação do partido em 2008.
- Seu governo interino, de maioria estreita, dissolveu o Parlamento menos de cem dias após a eleição, após enfrentar ameaça de voto de confiança.
- O pleito ocorre em meio a um nacionalismo crescente ligado ao conflito fronteiriço com o Camboja.
- Se for reeleito, Anutin manteria no governo cargos-chave, como os de ministro da Fazenda, Ekniti Nitithanprapas; de Relações Exteriores, Sihasak Phuangketkeow; e de Comércio, Suphajee Suthumpun.
- Pesquisas indicam apoio da Bhumjaithai em torno de 9,92%, com cerca de 32,36% dos eleitores ainda indecisos, em um cenário de coalizões incertas.
Anutin Charnvirakul, líder interino da Tailândia, foi escolhido nesta quarta-feira como candidato a primeiro-ministro pelo partido Bhumjaithai para as eleições gerais de fevereiro. A definição ocorre em meio a um aumento do nacionalismo ligado ao conflito fronteiriço com o Camboja e à volatilidade política do país.
A decisão foi anunciada durante reunião com membros e apoiadores do partido. O Bhumjaithai, formado em 2008, busca ampliar apoio nas próximas votações e manter influência no governo, caso haja a recuperação do poder.
A eleição está prevista para ocorrer no dia 8 de fevereiro, marcada como decisiva pela direita conservadora. A escolha de Anutin vem após o governo de sua coalizão ter dissolvido o Parlamento, há menos de 100 dias, diante de ameaça de voto de desconfiança.
Contexto político
O Bhumjaithai já integrou coalizões com o Pheu Thai em períodos anteriores. A tensão com a vizinha Camboja intensificou o sentimento nacionalista e pode influenciar o eleitorado, segundo analistas.
Caso reeleito, Anutin indicou que manterá cargos-chave do governo, incluindo o ministro da Fazenda, o ministro das Relações Exteriores e o ministro do Comércio, no topo da agenda administrativa.
Cenário das alianças
Analistas avaliam que o pleito de fevereiro será próximo, sem maioria clara para qualquer partido. O maior oponente do governo, o Pheu Thai, trabalha com alianças que podem ou não se consolidar, após acordos com a oposição terem fracassado.
Yodchanan Wongsawat, candidato a premiê pelo Pheu Thai, afirmou à imprensa estar aberto a fortalecer uma coalizão, caso haja acordo entre as legendas. A votação promete redefinir o controle parlamentar no curto prazo.
Desempenho eleitoral
Uma pesquisa nacional do Instituto Nacional de Administração de Desenvolvimento aponta o Bhumjaithai com 9,92% das intenções de voto, ocupando a quarta posição entre as grandes siglas. Ainda assim, cerca de 32,36% dos eleitores não definiram seu voto, mantendo espaço para movimentos de apoio.
Em 2023, o partido ficou em terceiro lugar, integrando uma coalizão liderada pelo Pheu Thai, até junho deste ano, quando retirou apoio após um vazamento envolvendo o então governo.
A reforma política resultante do cenário atual abriu caminho para o retorno de Anutin ao poder, após acordo com a oposição ter desmoronado no fim de 2025. O pleito de fevereiro é visto como o mais significativo desde a formação do Bhumjaithai.
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