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Moraes e banco Master: suspeita de crimes impulsiona impeachment

Suspeitas de advocacia administrativa envolvendo Moraes e o Banco Master impulsionam pedidos de impeachment e a criação de CPI para apurar o caso

Suspeitas de corrupção envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master levam oposição a articular pedidos de impeachment e CPI no Congresso (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)
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  • A oposição protocolou pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, com base em suspeitas de advocacia administrativa ligadas ao Banco Master e de contatos com o Banco Central.
  • Também ganha força a ideia de, paralelamente, criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a relação entre Moraes e o Banco Master.
  • Há ainda denúncias sobre um contrato de cerca de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, visto pelos parlamentares como possível conflito de interesses.
  • Moraes disse que as reuniões com o presidente do Banco Central visavam discutir as consequências da Lei Magnitsky; o BC afirmou que ministros do STF não interferem em supervisão bancária ou política monetária.
  • Historicamente, o Senado já recebeu quarenta e três pedidos de impeachment contra Moraes, que lidera o ranking; a oposição sustenta que o caso pode ampliar o desgaste institucional.

As bancadas de oposição na Câmara e no Senado passaram a considerar pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com base em suspeitas de atuação em defesa de interesses do Banco Master. Além disso, cresce a ideia de abrir uma CPI para investigar a relação entre Moraes e o banco.

A pauta também envolve um contrato estimado em 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Parlamentares questionam eventual conflito de interesses e reforçam o tratamento de advocacia administrativa como possível crime.

Contrato milionário e suspeita de advocacia administrativa mobilizam oposição

O acordo entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes foi firmado em janeiro de 2024, com pagamentos mensais de 3,6 milhões até 2027. A oposição aponta possíveis favorecimentos e atritos com a administração pública.

Relatos indicam que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, em pelo menos quatro ocasiões, para tratar de temas ligados ao Banco Master. O BC afirmou que as reuniões trataram de efeitos da Lei Magnitsky e não de supervisão financeira.

Histórico de pedidos de impeachment e pressão institucional

Desde 2021, a Câmara e o Senado já acumularam 81 pedidos de impeachment contra ministros do STF, com Moraes liderando as solicitações, principalmente por decisões vinculadas aos atos de 8 de janeiro e investigações envolvendo parlamentares.

A Presidência do Senado tem grande influência sobre o andamento dos pedidos, o que tem sido apontado como um entrave ao avanço das ações. A oposição, contudo, vê no caso do Banco Master um elemento nuevo que pode alterar o cenário.

Repercussões políticas e próximos passos

Parlamentares discutem a possibilidade de assinatura de um grande grupo de deputados e senadores para sustentar o impeachment. Também avaliam a viabilidade de uma CPI para apurar a relação entre Moraes e o Banco Master, com foco em contratos e contatos com órgãos oficiais.

Entre parlamentares, a posição varia, com alguns defendendo o afastamento caso provas de advocacia administrativa se confirmem, enquanto outros reiteram a necessidade de apuração rigorosa por vias formais e republicanas.

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