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PL aposta em vereadores para manter espaço na Câmara sem Eduardo e Zambelli

PL mira vereadores de São Paulo para manter bancada na Câmara em 2026, após a ausência de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli e saídas de Salles e Derrite

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa, e Eduardo Bolsonaro, deputado que atualmente está nos EUA (Foto: Beto Barata/ PL Nacional)
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  • O PL perde puxadores de voto importantes em São Paulo — Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli, além de Salles e Derrite — e redesenha a estratégia para 2026 buscando manter a bancada na Câmara.
  • A nova aposta é em vereadores de São Paulo para tentar elevar a votação e compensar a ausência dos nomes que deixaram a sigla.
  • Dentre os cotados para disputar a Câmara em 2026, estão ao menos quatro de sete vereadores da capital; há possibilidade de Renato Bolsonaro entrar na disputa.
  • A possível candidatura de Flávio Bolsonaro é vista como capaz de ampliar a visibilidade da bancada, ajudando a atrair votos para outros candidatos do PL.
  • Em 2022, o PL teve a maior bancada paulista na Câmara (17 das 70 cadeiras); com as baixas, a sigla pode enfrentar maior dificuldade para transformar votos em cadeiras e manter recursos de fundo partidário.

Em meio à ausência de seus puxadores de voto mais relevantes em São Paulo, o PL redesenha a estratégia para 2026. Sem Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, além da saída de Salles e Derrite, a sigla mira manter a bancada na Câmara dos Deputados.

A ideia é jogar para a base municipal: vereadores de São Paulo podem ser lançados como candidatos a deputados. Quatro dos sete vereadores da capital aparecem como cotados para a primeira lista, incluindo nomes em início de mandato na Câmara.

A ausência de Zambelli, inelegível em 2026 e presa na Itália, soma-se ao distanciamento de Eduardo Bolsonaro, que não pretende retornar ao Brasil. Ricochete dessas mudanças impacta o potencial de votos que a legenda pode converter em cadeiras.

Na prática, todos os quatro ex-puxadores mais votados do PL em SP somaram cerca de 2,56 milhões de votos em 2022, o que respondia por quase metade da votação da bancada paulista. A soma de votos persiste como desafio.

Especialistas apontam que esse recuo de lideranças aumenta a dependência de candidaturas de menor expressão para cumprir o quociente eleitoral. A estratégia de ampliar a votação entre nichos específicos é citada como possível compensação.

Entre as possibilidades em análise, está a candidatura de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, que chegou a disputar a prefeitura de Registro em 2024. A hipótese depende de negociações internas e do cenário eleitoral.

Outra via destacada é a aposta em Flávio Bolsonaro, cuja candidatura à Presidência é discutida pelo PL. A ideia é elevar a visibilidade da sigla e gerar efeito de bancada maior, com o objetivo de chegar a ao menos 120 deputados e 20 senadores.

Mesmo com visão de ampliar o grupo no Congresso, a saída de figuras como Tiririca, que migrou para o PSD, reduz o equilíbrio histórico da sigla. O PL também observa nomes como Major Mecca e Gil Diniz para vagas federais futuras.

No âmbito financeiro e institucional, o partido avalia o impacto do fundo partidário e do FEFC. Sem puxadores fortes, a bancada tende a encolher e os recursos públicos podem ficar mais restritos, conforme análise de especialistas.

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