- Bolsonaro deve ter alta nesta quinta-feira, sem que as crises de soluços tenham sido totalmente interrompidas pelo bloqueio do nervo frênico.
- O procedimento reduziu a intensidade dos soluços na última crise, mas não as interrompeu, sugerindo possível origem no sistema nervoso central.
- Ao todo, foram realizadas três intervenções para bloquear o nervo frênico; nas duas primeiras não houve crise no momento.
- A hipótese principal é de esofagite erosiva causada por refluxo gástrico, e o manejo passará a ser feito com medicações.
- O humor do ex-presidente oscila; houve solicitação de antidepressivos, ele continua com apneia do sono e deve usar CPAP durante o tratamento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, desde 24 de novembro. O objetivo tem sido tratar crises de soluço associadas a uma cirurgia de hérnia inguinal já realizada. O bloqueio do nervo frênico foi tentado, mas não interrompeu completamente os soluços.
Três intervenções foram realizadas para tentar conter o soluço. Na última, ocorrida nesta terça-feira, o bloqueio bilateral do diafragma diminuiu a intensidade, mas não eliminou o quadro. Médicos informaram que os soluços passam a ter provável origem no sistema nervoso central.
A equipe médica aponta que o paciente pode ter relação com refluxo gástrico e esofagite erosiva, além de dificuldades de sono com apneia. Por ora, o manejo passa a ser farmacológico, com expectativa de melhora gradual.
Plano de manejo e perspectivas
Os médicos relataram oscilações de humor no paciente, com pedido de antidepressivos durante a internação. Bolsonaro também deve usar máscara de pressão positiva (CPAP) para a apneia do sono. A alta está prevista para esta quinta-feira, sem resolução completa dos soluços.
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