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Eduardo classifica chefes da PF como bajuladores de tiranos e busca cargo

Eduardo Bolsonaro retoma função na Polícia Federal; vídeo critica PF e afirma que lutará pelo cargo, com possibilidade de medidas disciplinares

Eduardo Bolsonaro se manifesta sobre ordem da PF para retornar ao cargo de escrivão e compara corporação à "Gestapo". (Foto: EFE/EPA/Erik S. Lesser)
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  • A Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao trabalho como escrivão na Delegacia da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; a ordem foi publicada no Diário Oficial da União.
  • O ex-deputado está nos Estados Unidos com a família desde março e publicou vídeo criticando a PF, chamando a instituição de Gestapo e a chefia de bajuladores de tiranos; afirmou que lutará pelo cargo.
  • A Mesa Diretora da Câmara cassou o mandato de Eduardo em dezoito de dezembro; ele afirmou que enfrenta perseguição judicial e disse que não entregará o cargo de mãos beijadas.
  • A ordem de retorno foi assinada no dia trinta e um de dezembro pelo diretor de gestão de pessoas substituto da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto; ausentar-se pode levar a providências administrativas.
  • Eduardo já havia reagido publicamente à decisão, mantendo tom contestatório em relação à PF e prometendo lutar pelo cargo público.

Eduardo Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira à decisão da Polícia Federal que o determina a retornar às atividades como escrivão. A PF afirmou que o retorno é obrigatório e envolve a Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O ex-deputado está nos Estados Unidos com a família.

A autoridade apontou que a ausência injustificada pode gerar medidas administrativas e disciplinares. Eduardo volta a contestar a ordem, mantendo que lutará pela continuidade de seu cargo na PF, mesmo diante das acusações de perseguição judicial.

Segundo o Diário Oficial da União, a determinação foi assinada no dia 31 de dezembro pelo substituto do diretor de gestão de pessoas da PF. O ex-parlamentar havia sido cassado pela Câmara dos Deputados no fim de dezembro.

PF determina retorno ao serviço

Eduardo afirmou, em vídeo, que não pretende abrir mão de seus privilégios e que continuará lutando pelo concurso público. A crítica foi dirigida à forma como a PF conduziu o processo, sem mencionar diretamente medidas contrárias à sua continuidade.

Ele já havia sido informado pela PF para retomar as atividades no Rio, após o fim de seu mandato. A cassação havia ocorrido pela Mesa Diretora da Câmara por faltas, em 18 de dezembro, segundo o registro oficial.

Situação atual

Agora, Eduardo permanece nos EUA com a família, mantendo a posição de contestação. Ele descreveu a situação como mais um capítulo de sua trajetória jurídica, sem confirmar a data do retorno ao Brasil ou à atividade na PF.

O ex-deputado afirmou ainda que foi vítima de perseguição judicial e que buscará manter o cargo na Polícia Federal, inclusive com questionamentos sobre eventual retirada de benefícios, como a aposentadoria e o porte de armas.

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