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Home Office nega cidadania a homem nascido no Reino Unido há 15 anos

Britânico de nascimento ficou quinze anos em limbo após a negação de sua cidadania pelo Home Office; a aprovação saiu em dois mil e vinte e quatro

Youth worker and film-maker Olu Sowemimo had no idea he was not a UK citizen.
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  • Olu Sowemimo nasceu em 1991 em Londres, foi criado em Kennington e, aos 13 anos, foi groomed por uma gangue de county lines; aos 16 foi preso ainda em uniforme escolar.
  • Aos 20 anos descobriu que não era cidadão britânico, apesar de nunca ter saído do país; o caminho para entender e regularizar levou quase quinze anos.
  • O Project for the Registration of Children as British Citizens (PRCBC) atua desde 2012 para enfatizar que crianças nascidas no Reino Unido com dez anos de residência e “bom caráter” têm direito a ser registradas como cidadãs britânicas.
  • O pedido de cidadania de Sowemimo foi inicialmente negado por causa de um suposto “bom caráter”, mas a equipe da PRCBC conseguiu reverter a decisão; o processo de registro custa £ 1.214, com isenções para crianças em cuidado ou que não podem arcar com a taxa.
  • Em 2024, Sowemimo teve a cidadania aprovada; fez a primeira viagem para Fiji, mantendo sentimentos mistos sobre o tempo gasto para obter o status, e campanhas alertam para possíveis impactos de propostas de mudanças no sistema imigratório.

Olu Sowemimo nasceu em 1991, em Londres, e cresceu próximo a Kennington. Durante a adolescência foi envolvido por uma gangue ligada à prática de crime na prática de county lines. Aos 16 anos já havia sido preso, ainda em uniforme escolar, e passou parte da juventude sob tutela do sistema. A história dele coloca em evidência falhas em como o país trata jovens vulneráveis dentro do ciclo criminal.

Ao sair da juventude, Sowemimo procurou se reconstruir. Ele atuou em trabalho com jovens para evitar que outros caíssem em crimes semelhantes. Quando solicitou o passaporte britânico, recebeu a negativa de cidadania, mesmo tendo nascido no Reino Unido. A surpresa da família foi enorme, já que a mãe não sabia da situação até então.

A luta pela cidadania

A família acreditava que Sowemimo já era cidadão, pois nasceu na Inglaterra. O caso revelou que, no Reino Unido, a cidadania não é automática ao nascimento e depende do status dos pais. O processo envolve a verificação de elegibilidade e a garantia de que a criança tenha direito de ser registrada como britânica, o que pode envolver custos significativos.

A ONG PRCBC tem atuado desde 2012 para esclarecer regras de cidadania, destacando o requisito de “bom caráter” que pode recusar candidatos jovens com ofensas menores ou apenas investigações. Mesmo após mudanças em 2019, organizações apontam falhas na distinção entre crianças criadas no país e imigrantes adultos buscando naturalização.

Conquista finalmente alcançada

Em 2024, após anos de atuação da equipe da PRCBC, o pedido de cidadania de Sowemimo foi aprovado. A notícia trouxe sentimentos ambíguos: alívio pela liberdade de viajar e pela legalização, mas raiva pela demora. A carteira de identidade britânica chegou em abril daquele ano, e o cidadão viajou para Fiji no mês seguinte.

Com a atualização, Sowemimo pode se deslocar com o passaporte britânico, porém permanece consciente de que o medo de detenção ou deportação foi uma experiência marcante. Hoje ele mantém a vida no Reino Unido, mantendo atividades profissionais e comunitárias.

Repercussões e contexto

Especialistas destacam que a diferença entre nascer no país e obter cidadania registrada pode deixar muitos jovens em limbo por anos. Organizações de defesa de direitos apontam que a exigência de “bom caráter” ainda representa barreiras para casos similares. A discussão pública persiste sobre possíveis ajustes na política migratória.

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