- A primeira-dama de Maceió, Marina Candia, ganha força como candidata ao Senado em 2026, fortalecida pela atuação pública ao lado do prefeito JHC e por alto engajamento nas redes sociais.
- O cenário atual de Alagoas passa a incluir Marina como possível candidata, ampliando a competição com os favoritos Renan Calheiros e Arthur Lira.
- Circulam rumores sobre um acordo em Brasília para indicar a tia de JHC ao STJ; o entendimento não foi confirmado e Marina surge como forma de não romper o pacto político.
- JHC pode não renunciar ao mandato em 2026; há especulações sobre possível retorno ao PSB, mantendo proximidade com o cinco ao Recife e João Campos.
- Marina Candia, formada em direito e administração, é cuiabana que mora em Maceió desde 2020, recebeu o título de cidadã alagoana em outubro, e afirma não se identificar com rótulos ideológicos.
A campanha de 2026 em Alagoas ganha contornos decisivos com a possibilidade de Marina Candia, primeira-dama de Maceió, ser candidata ao Senado. O cenário atual aponta para o potencial da chapa dominada por Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP), caso Marina avance. A repercussão envolve também o futuro político de JHC, prefeito da capital.
Marina Candia vem ganhando visibilidade ao lado do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC. Aos 35 anos, ela assumiu o perfil Marina JHC e soma forte presença nas redes, com centenas de milhares de seguidores. A dúvida central é se a candidatura ao Senado substituiria ou complementaria os planos de JHC para 2026.
O papel de JHC e o possível acordo
Inicialmente, JHC era visto como o favorito para governar Alagoas ou concorrer ao Senado. Em julho, surgiram rumores de um acordo com o presidente Lula para indicar a tia dele, Marluce Caldas, ao STJ. A ideia seria manter JHC na prefeitura em 2026, abrindo espaço para Renan Filho ao governo e para os senadores Renan Calheiros e Arthur Lira.
O acordo chamado de Brasília não foi confirmado oficialmente. Ainda assim, a possível candidatura de Marina serviria para manter o pacto sem ruptura explícita. JHC não comentou o tema, e aliados divergem sobre sua eventual renúncia ao cargo até abril. Ele segue evitando entrevistas sobre cenários estaduais e federais.
Perspectivas políticas e próximos passos
JHC, vinculado ao PL, realizou campanha para Bolsonaro no segundo turno de 2022, mas não tem participado de atos recentes ou declarado apoio a ex-presidente. Especula-se que ele possa retornar ao PSB, partido que deixou em 2022, mantendo proximidade com João Campos, presidente nacional da sigla.
Nos bastidores, há avaliação de que JHC pode concorrer ao governo de Alagoas caso a atual dobradinha com Marina Candia não se consolide. Aliados ressaltam que o cenário é dinâmico e depende de decisões internas de partidos e alianças regionais.
Perfil e trajetória de Marina Candia
Marina Candia é formada em direito e administração e não possuía histórico de disputas eleitorais. Nascida em Cuiabá, é neta de um ex-vice-governador de Mato Grosso, conhecido como Doutor Zelito. Mora em Maceió desde 2020, quando JHC venceu a primeira eleição para a prefeitura.
Ela recebeu o título de cidadã alagoana em outubro, pela Assembleia Legislativa. Em entrevistas, Marina rejeita rotulações políticas, afirmando que a política deve acolher pessoas bem-intencionadas e com foco em transformar vidas.
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