- Abaixo-assinado por código de conduta no STF já ultrapassa onze mil assinaturas no Change.org.
- A proposta é uma versão mais restrita da pauta defendida por Edson Fachin, que também quer norma para tribunais superiores.
- O objetivo é limitar manifestações políticas de magistrados e tornar transparentes cachês de palestras e eventos.
- A iniciativa ganha força com o atual mandato de Fachin à frente do STF e do Conselho Nacional de Justiça.
- Moraes e Toffoli aparecem como pontos de resistência, em meio a polêmicas envolvendo casos e viagens ligados a cargos e instituições.
Um abaixo-assinado no Change.org pediu a criação de um código de conduta para o Supremo Tribunal Federal (STF) e já soma mais de 11 mil apoios. A iniciativa visa estabelecer regras de ética para magistrados e demais integrantes de tribunais superiores.
A proposta é apresentada como uma versão mais restrita de pauta defendida pelo presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin. A ideia é limitar manifestações políticas de magistrados e tornar transparentes cachês de palestras e eventos.
Segundo a assessoria de Fachin, a medida já vinha sendo discutida antes e ganhou força com seu mandato à frente dos dois órgãos. A pauta enfrenta resistências internas, sobretudo entre Moraes e Toffoli.
Contexto e desdobramentos
Entre os pontos citados no debate estão críticas envolvendo Alexandre de Moraes, que enfrenta questionamentos sobre conflitos de interesse ligados a casos recentes. A esposa dele, Viviane Barci de Moraes, foi ligada a contratos envolvendo o Banco Master, de valor superior a R$ 129 milhões.
A jornalista Malu Gaspar, do O Globo, revelou uma reunião entre Moraes e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, supostamente para tratar do caso Master. Os protagonistas indicam que a pauta discutida foi a Lei Magnitsky, sem confirmar outros temas.
Já o ministro Dias Toffoli ganhou notoriedade após uma viagem de jatinho com Augusto de Arruda Botelho, pouco antes de Toffoli atuar como relator em habeas corpus envolvendo o diretor de compliance de uma empresa liquidada.
O movimento lembra que Toffoli também integra a formação do STF e pode influenciar decisões relevantes em pautas ligadas à moralidade institucional. A defesa do código de conduta é apresentada como forma de reforçar independência e imparcialidade.
A nota oficial do abaixo-assinado indica que as notícias sobre conduta de juízes têm ganhado repercussão e reforça a legitimidade da iniciativa, apresentada como ferramenta para melhorar a transparência e a seriedade do Judiciário.
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