- Carlos Bolsonaro reclamou que o pai, Jair Bolsonaro, segue preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília com condenação definitiva.
- Ele afirmou que a sala de Estado-Maior seria destinada a presos provisórios ou em trânsito e questionou as condições de dignidade para um homem de 70 anos com problemas de saúde.
- O filho classificou a permanência do ex-presidente na PF como violação de direitos humanos e comparou a situação à ditadura venezuelana.
- O ministro Alexandre de Moraes deu cinco dias para a PF explicar o suposto ruído do ar-condicionado na cela, após defesa de Bolsonaro.
- Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025; realizou cirurgia em 24 de dezembro, recebeu alta no DF Star em 1º de janeiro de 2026 e retornou ao cárcere.
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou a permanência do pai na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso com condenação definitiva. Segundo ele, a “sala de Estado-Maior” usada para abrigar presos estaria desalinhada com a dignidade de uma pessoa de 70 anos em condições de saúde relevantes.
Ele afirma que manter o ex-presidente no local configuraria violação de direitos humanos e comparou a situação a regimes autoritários da América Latina. A declaração foi feita em publicação no X nesta segunda-feira (5).
O assunto gerou repercussão após informações de que o ambiente não estaria adequado ao repouso do custodiado, segundo defesa de Bolsonaro. A solicitação é de que a PF esclareça as condições da cela com ruído de ar-condicionado.
Melhora nos soluços
O jornal O Globo informou que Bolsonaro teria apresentado redução nos soluços desde o dia 1º, mas continua reclamando de noites mal dormidas e do barulho constante do sistema de ar-condicionado.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou prazo de cinco dias para que a PF se manifeste sobre a queixa da defesa. A reclamação diz que o ruído persiste 24 horas, prejudicando a saúde e a integridade do preso.
Bolsonaro recebeu alta do hospital DF Star no dia 1º de janeiro de 2026, após cirurgia, e retornou à prisão em Brasília no dia 1º de janeiro. A defesa sustenta que as condições da cela não permitem o tratamento adequado.
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