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Defesa de Filipe Martins afirma que LinkedIn foi usado pela última vez em 2024

Defesa de Filipe Martins solicita revogação da prisão, apresentando registros da Microsoft que indicam inexistência de acesso ao LinkedIn e contestando a medida

Filipe Martins foi preso por supostamente utilizar o LinkedIn. Defesa diz que último acesso à rede foi em 2024 e apresenta relatório. (Foto: Dammer Martins/MRE)
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  • A defesa de Filipe Martins pediu ao ministro Alexandre de Moraes a reconsideração da prisão, alegando que o suposto uso do LinkedIn violaria a proibição de redes sociais.
  • Os advogados requerem a inclusão nos autos de registros da Microsoft que, segundo eles, mostram que não houve acesso ao site pelo réu nem por terceiros, sugerindo que a decretação da prisão foi precipitada.
  • A defesa contesta que a busca no LinkedIn tenha sido desrespeitosa às instituições democráticas, afirmando que o ato pode ser considerado corriqueiro e sem importância jurídica.
  • O documento aponta que o último acesso de Martins ao LinkedIn ocorreu em 2024, antes da cautelar de 26/12/2025, que limitava apenas a proibição de postagens.
  • Filipe Martins foi condenado a vinte e um anos de prisão na ação penal nº 2.693 (núcleo 2); o processo ainda está em recursos, com possibilidade de trânsito em julgado após a decisão dos recursos.

Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais no governo de Jair Bolsonaro, teve a prisão questionada pela defesa no STF. O pedido foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (6). A ação aponta uso do LinkedIn como violação à proibição de redes sociais.

A defesa afirma que não houve acesso ao site pelo réu nem por terceiros. Eles anexaram registros da Microsoft para sustentar que a decretação da prisão foi precipitada e desproporcional, segundo o documento.

O pedido sustenta que o último acesso ao LinkedIn ocorreu em 2024, bem antes da cautelar de 26/12/2025, que permitia apenas a proibição de postagens. A defesa afirma que o direito à leitura é um direito humano básico.

Ademais, os advogados destacam que os registros técnicos de login são audíveis, com data, hora em UTC, IP e user agent, e que deveriam ter sido considerados desde o início antes de medidas cautelares mais severas.

Dados do pedido

A defesa reforça que o material apresentado não é apenasprint ou recorte, mas registro técnico fornecido pela Microsoft, com elementos verificáveis para fundamentar a defesa contra a prisão.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no processo nº 2.693 (núcleo 2), que trata da suposta minuta do golpe. O caso está em fase de recursos, aguardando decisão que poderá levar ao trânsito em julgado e início do cumprimento da pena.

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