- Vereador Rony Gabriel, do PL, Erechim (RS), publicou vídeo no Instagram dizendo ter sido procurado por empresa para gravar conteúdos defendendo o Banco Master e difamando o Banco Central.
- No vídeo, ele afirma ter recebido proposta de “boa quantidade de dinheiro” e que outros influenciadores teriam sido contratados, com o objetivo de jogar a culpa no BC.
- Rony diz que era preciso assinar confidencialidade e que a quebra do contrato previa pagamento de R$ 800 mil; afirmou ter recusado a oferta.
- O Banco Master disse não ter informações sobre qualquer contratação de influencers para difamar o BC.
- O Banco Central informou que a liquidação do Master ocorreu por grave crise de liquidez e por violações às normas do sistema financeiro.
O vereador Rony Gabriel, do PL, de Erechim (RS), publicou um vídeo no Instagram dizendo ter sido procurado por uma empresa para gravar conteúdos que defendessem o Banco Master e difamassem o Banco Central (BC). O episódio envolve suposta campanha de reputação on-line.
Segundo ele, a empresa, em 20 de dezembro de 2025, afirmou atuar em gerenciamento de reputação para um grande executivo e contratou influenciadores para atacar o BC. Rony afirma ter recebido uma “boa quantidade de dinheiro” e não ter aceitado. Outros criadores teriam sido contratados.
Ele mostrou um suposto contrato de confidencialidade, que, segundo o vereador, previa pagamento de R$ 800 mil em caso de quebra. O post inclui detalhes sobre a suposta estratégia para responsabilizar o BC pela liquidação do Banco Master.
O блог da reportagem contatou Rony por telefone, que confirmou as informações divulgadas no Instagram. Ele mantém atuação pública como influenciador com 1,7 milhão de seguidores e pré-candidato a deputado federal.
Banco Master não confirma
O Banco Master, por meio de sua defesa, informou não possuir informações sobre qualquer contratação de influenciadores para difamar o BC. Sobre o tema, o BC já informou que deu liquidação ao banco.
A liquidação do Master, segundo o BC, ocorreu por grave crise de liquidez, falta de caixa para atender saques e sérios desvios de normas do sistema financeiro. Não há confirmação pública de operações de marketing para alavancar a instituição, conforme o BC.
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