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Mais de 20 ministros devem deixar o governo nos próximos meses

Ano eleitoral acelera saída de ministros: ao menos 23 devem deixar pastas até 4 de abril para disputar eleições, incluindo o Ministério da Justiça

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  • O Planalto estima que 23 ministros deixarão os cargos nos próximos meses para disputar as eleições deste ano; o prazo legal para a troca é até 4 de abril.
  • O ministro Ricardo Lewandowski pediu demissão do Ministério da Justiça, abrindo espaço para alterações no governo.
  • A pasta de 22 ministérios deve sofrer substituições, com propostas de candidaturas a Senado, governos estaduais ou outros cargos.
  • Exemplos de movimentos citados incluem candidaturas em diversas pastas, como Casa Civil, Relações Institucionais, Fazenda, Educação, Meio Ambiente e outras.
  • Dois ministros, Guilherme Boulos e Alexandre Padilha, já disseram que não deixarão o governo para concorrer.

Ao longo deste ano, o governo federal deve promover uma ampla rearrumação no gabinete. Estima-se que 23 ministros deixem os cargos nos próximos meses para concorrer nas eleições. O prazo é de seis meses antes das eleições, fixado pela legislação eleitoral, ou seja, até 4 de abril.

O Planalto já teve que anunciar que alterações no Ministério da Justiça devem ocorrer, pois o ministro Ricardo Lewandowski pediu desligamento. A lista oficial aponta saídas em 22 pastas, com candidaturas a Senado, governos estaduais e outros cargos.

Pastas com mudanças significativas

  • Casa Civil: Rui Costa, candidato ao Senado pela Bahia
  • Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann, reeleição como deputada federal pelo Paraná
  • Secretaria de Comunicação da Presidência: Sidônio Palmeira, para trabalhar na campanha de Lula
  • Fazenda: Fernando Haddad avalia Senado ou governo de São Paulo
  • Educação: Camilo Santana, governo do Ceará
  • Transportes: Renan Filho, governo de Alagoas
  • Esporte: André Fufuca, Senado ou governo do Maranhão
  • Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho, Senado por Pernambuco
  • Integração Nacional: Waldez Góes, senador pelo Amapá
  • Planejamento: Simone Tebet, Senado por São Paulo
  • Meio Ambiente: Marina Silva, Senado
  • Cidades: Jader Filho, deputado federal pelo Pará
  • Agricultura: Carlos Fávaro, reeleição ao Senado por Mato Grosso
  • Pesca: André de Paula, deputado federal por Pernambuco
  • Igualdade Racial: Anielle Franco, deputada federal pelo Rio de Janeiro
  • Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira, deputado por São Paulo
  • Empreendedorismo: Márcio França, governo ou outro cargo por São Paulo
  • Minas e Energia: Alexandre Silveira, Senado por Minas Gerais
  • Direitos Humanos: Macaé Evaristo, deputada estadual em Minas Gerais
  • Povos Indígenas: Sônia Guajajara, deputada federal por São Paulo
  • Cultura: Margareth Menezes, deputada federal pela Bahia
  • Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin, eleição como vice ou cargo em São Paulo

Duas exceções já confirmaram permanência no governo. Guilherme Boulos, atual secretário-geral da Presidência, e Alexandre Padilha, à frente da Saúde, não deixarão os cargos para disputar as eleições. O anúncio das mudanças segue como parte da reorganização da Esplanada.

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