- O pastor Silas Malafaia disse estar sendo perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes e pelo procurador-geral Paulo Gonet após críticas ao alto comando do Exército em protesto em abril de 2024, em São Paulo.
- Moraes intimou Malafaia em 23 de dezembro para que ele se explique sobre as falas, com prazo de quinze dias.
- O protesto, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, visava pressionar o Congresso a votar o projeto de lei de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
- Durante o ato, Malafaia chamou generais de quatro estrelas de “cambada de frouxos, covardes e omissos”, sem citar nomes, e a acusação aponta ofensa à dignidade do Alto Comando.
- Gonet afirma que as declarações teriam relação com o inquérito das fake news e das milícias digitais; Malafaia nega ligação e diz que o processo deveria tramitar na primeira instância. A postagem das redes sociais ultrapassou 300 mil visualizações.
O pastor Silas Malafaia afirmou estar sendo perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e pelo procurador-geral Paulo Gonet, por críticas ao alto comando do Exército durante um protesto realizado em São Paulo, em abril do ano passado. A intimação ocorreu no final de 2025, com prazo de 15 dias para explicar as declarações.
Durante o ato, realizado na Avenida Paulista, Malafaia dirigiu críticas a generais da Força de quatro estrelas, sem citar nomes específicos. O evento foi convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para pressionar o Congresso a votar um projeto de anistia relativo aos atos de 8 de janeiro de 2023.
“O que há entre expressão de opinião e acusações de fake news pode ser visto como liberdade de expressão”, afirmou o pastor em entrevista publicada pela imprensa nacional. O reconhecimento de perseguição política foi citado como embasamento para contestar o inquérito.
A intimação de Moraes chegou em 23 de dezembro, com prazo de 15 dias para que Malafaia se explique sobre as críticas aos militares. Gonet avaliou as falas como possível ligação com o inquérito das fake news e milícias digitais, aberto em 2019 e alvo de críticas públicas.
O religioso negou qualquer ligação com esse inquérito e pediu que o processo tramite na primeira instância, não no STF, alegando não ter prerrogativa para determinar o rito no tribunal.
A denúncia foi apresentada em 18 de dezembro, a partir de uma representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. Segundo o Ministério Público, as falas teriam atingido a dignidade de integrantes do Alto Comando e teriam implicado o suposto crime de prevaricação.
A Procuradoria sustenta que a repercussão das declarações nas redes sociais ampliou o alcance das ofensas, com a postagem ultrapassando centenas de milhares de visualizações. O caso segue em andamento nos registros do STF.
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