- PF informou ao STF que não é possível reduzir significativamente o ruído do ar-condicionado onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, com medidas simples ou pontuais.
- A decisão ocorreu após Moraes fixar prazo de cinco dias para a PF apresentar esclarecimentos sobre a situação.
- A sala de Estado-Maior, próxima a áreas técnicas de climatização, é o local em que Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses.
- A PF explicou que intervenções efetivas exigiriam infraestrutura complexa e paralisação total do sistema de climatização, o que prejudicaria atividades da unidade.
- A defesa de Bolsonaro pediu, entre as medidas, adequação do equipamento, isolamento acústico e mudança de layout; a instalação do ar-condicionado fica ao lado da janela, segundo os advogados.
O laudo da PF enviado ao STF nesta quarta-feira (7) afirma que não é possível reduzir significativamente o ruído no ar-condicionado da sala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso. A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, em resposta a reclamações da defesa.
A decisão foi tomada após Moraes fixar, no dia 5, o prazo de cinco dias para encaminhar um relatório sobre a situação. Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses em uma sala da Superintendência da PF em Brasília por acusações anteriores.
Segundo a PF, a sala de Estado-Maior, estratégica para a segurança, fica próxima a áreas técnicas do sistema de climatização. Intervenções rápidas seriam insuficientes e poderiam interromper atividades da unidade, afetando a continuidade do trabalho.
Pedido da defesa
A defesa de Bolsonaro apresentou propostas para mitigar o ruído, como adequação do equipamento, isolamento acústico e reconfiguração do layout. Os advogados apontam que a janela da sala não estaria vedada de forma adequada para atenuar o barulho.
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