- O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, formalizou nesta quinta-feira oito seu pedido de exoneração ao presidente Lula, com saída prevista para nove de janeiro de dois mil e vinte e seis, por razões de caráter pessoal e familiar.
- O documento confirma decisão já comunicada informalmente ao presidente no fim de dois mil e vinte cinco e associada aos eventos de oitocentos de janeiro naquele período.
- Lewandowski afirma ter cumprido as atribuições com zelo e dignidade, destacando as limitações políticas e orçamentárias enfrentadas pela pasta.
- A saída ocorre em meio a discussões sobre desmembrar o Ministério da Justiça e criar uma pasta exclusiva para a Segurança Pública, em meio à PEC da Segurança Pública no Congresso.
- Entre os possíveis substitutos aparecem o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho; e o senador Rodrigo Pacheco.
- Em carta aos servidores, o ministro destacou ações como câmeras corporais em 11 estados, expansão de instrumentos de menor potencial ofensivo, programa Escuta SUSP e avanços no controle de armas e munições.
Ricardo Lewandowski entregou nesta quinta-feira 8 seu pedido formal de demissão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública ao presidente Lula. A motivação apresentada envolve razões de caráter pessoal e familiar, com a exoneração prevista para ocorrer em 9 de janeiro de 2026.
O documento internaliza a decisão já comunicada informalmente ao Planalto no fim de 2025 e ganha contorno público após ações relativas aos três anos do 8 de janeiro. Lewandowski afirma ter exercido as funções com zelo, citar limitações políticas e orçamentárias e agradecer o apoio recebido.
A carta ressalta que a gestão aconteceu diante de restrições políticas e conjunturais, destacando o esforço de sua equipe para manter o funcionamento da pasta. O ministro também agradece a Lula pela liderança e pelo estímulo durante quase dois anos à frente do ministério.
Contexto institucional
A saída ocorre em meio a debates sobre desmembramento da pasta e criação de uma estrutura dedicada exclusivamente à Segurança Pública, tema acelerado pela possível aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso. O cenário abre espaço para mudanças na configuração ministerial e para discussões sobre substitutos.
Entre os nomes cogitados para assumir de forma interina ou efetiva estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho; e o senador Rodrigo Pacheco, do PSD-MG. A tramitação de propostas de reorganização continua em curso.
Lewandowski também encaminhou aos servidores do Ministério da Justiça uma carta em que faz balanço da gestão. Entre os pontos citados estão a adoção de câmeras corporais em estados, investimentos em instrumentos de menor potencial ofensivo, ampliação do programa Escuta SUSP e avanços no controle de armas e munições.
O ministro encerra agradecendo aos servidores pelo trabalho realizado e deixando claro que a decisão visa atender a condições pessoais e do funcionamento da própria pasta.
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