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PF abre inquérito sobre influenciadores pagos para atacar o BC e defender o Master

PF investiga influenciadores contratados para difamar o Banco Central e defender o Master; apuração mira pagamentos e coordenação das ações

Banco Central apresenta ao TCU histórico da crise financeira do Banco Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • A Polícia Federal abriu inquérito para apurar influenciadores que teriam sido procurados para gravar conteúdos defendendo o Banco Master e atacando o Banco Central, relacionados à liquidação da instituição no fim do ano passado.
  • Os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite disseram ter recebido propostas para difundir a ideia de que a liquidação do Master pelo BC foi precipitada.
  • A PF busca identificar se houve pagamento e se as ações foram coordenadas; outras figuras com grande alcance somam mais de trinta e seis milhões de seguidores no Instagram.
  • A Federação Brasileira de Bancos informou volume atípico de postagens sobre o assunto em dezembro e analisa se houve ataque coordenado à entidade, com redução recente desse volume.
  • As investigações seguem, com a coleta de novos depoimentos de diretores do Master e do BRB; também há análise de conteúdos apreendidos na operação Compliance Zero e uma acareação no STF entre Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB.

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar supostas tentativas de influenciadores de difundir uma narrativa favorável ao Banco Master e contrária ao Banco Central (BC), após a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro no fim do ano passado. A confirmação foi dada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, à GloboNews.

Entre os citados, estão os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que teriam sido procurados por empresas de marketing para veicular conteúdos defendendo o Master e questionando a decisão do BC. Outros influenciadores com grande alcance teriam publicado conteúdos semelhantes, somando mais de 36 milhões de seguidores apenas no Instagram.

Ações da PF e informações oficiais

A PF busca verificar se houve pagamento a esses criadores de conteúdo, bem como se houve coordenação entre os envolvidos. A defesa do Banco Master disse não ter informações sobre eventual contratação de influenciadores para atacar o BC.

A Febraban informou ter identificado, no final de dezembro, um volume atípico de postagens com menções à entidade em relação à liquidação do Master. A entidade analisa se tais publicações configuram ataque coordenado, observando, porém, queda recente nesse volume.

Avanços da investigação

A PF continuará colhendo depoimentos ainda neste mês, incluindo diretores do Master e do BRB. O inquérito ocorre em paralelo às investigações sobre irregularidades na instituição liquidada. A audiência entre Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, no STF, também é acompanhada pela PF.

A Polícia Federal já analisa conteúdos de documentos, celulares e computadores apreendidos durante a operação Compliance Zero, realizada em novembro, quando Vorcaro e outros diretores foram presos e, posteriormente, liberados mediante medidas cautelares.

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