- Peter Mandelson não pediu desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein pela amizade com o financiador, mas disse estar arrependido com “um sistema” que deixou as vítimas sem proteção.
- O ex-embaixador britânico aos EUA foi demitido em setembro, após surgirem detalhes públicos sobre seu apoio a Epstein.
- Em entrevista à BBC, Mandelson afirmou ter pago um preço “calamitoso” pela associação ao que chamou de “monstro mau” e disse não ter visto algo que sugerisse os abusos de Epstein.
- O político afirmou que não era culpável nem ciente do que Epstein fazia, e pediu desculpas apenas pelo sistema que permitiu que as vozes das mulheres não fossem ouvidas.
- Documentos divulgados mostraram mensagens em que Mandelson dizia ter Epstein como “melhor amigo” e descreveu o convívio com ele de forma próxima, incluindo e-mails de apoio ao condenado.
Peter Mandelson não pediu desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein pela amizade com o financista, mesmo após sua condenação. O ex-secretário de Estado britânico afirmou, porém, que lamenta “um sistema” que permitiu que as vítimas ficassem sem proteção.
O ex-embaixador britânico em Washington foi afastado do cargo em setembro, após a divulgação de e-mails que sugeriam apoio a Epstein. Mandelson reconhece que pagou um preço elevado pela relação com Epstein, descrita como uma parceria prejudicial.
Em entrevista à BBC, Mandelson disse ter mantido a convivência com o empresário por lealdade e descreveu esse vínculo como um erro grave. Ele afirmou não ter presenciado, durante encontros, comportamentos que indicassem abuso.
O político afirmou que não tinha conhecimento do que Epstein fazia no âmbito sexual e afirmou ter ficado afastado da conduta dele. Disse ainda que não foi cúmplice, mas reconheceu a falha de não ouvir as vítimas.
Questionado sobre pedir desculpas, Mandelson ponderou que gostaria de pedir desculpas às mulheres por um sistema que não deu voz a elas. Ainda assim, ressaltou que não se considera responsável pelos crimes de Epstein.
Durante o debate, o ex-embaixador reconheceu o impacto de sua remoção do posto e disse compreender a decisão de Keir Starmer. Acrescentou que não pretende reabrir a discussão nem relatar o tema publicamente.
Entre mensagens divulgadas, Mandelson escreveu a Epstein após a condenação, dizendo que o mundo dele era admirável e expressando incredulidade com o que ocorreu. Em outra linha, sugeriu resiliência e recuperação.
O episódio ganhou nova atenção após a divulgação do que seria o caderno de mensagens de Epstein para o aniversário, no qual Mandelson é citado como “melhor amigo”. Aitems são parte de documentos citados por comitês da Câmara dos EUA.
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