- A ex-representante do Alasca Mary Peltola anunciou candidatura ao Senado dos Estados Unidos, fortalecendo a estratégia democrata de reconquistar a majority na Câmara.
- Peltola foi a única deputada do Alasca na Câmara entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e quatro, perdendo a reeleição em dois mil e vinte e quatro para Nick Begich III, o que coloca Dan Sullivan como adversário.
- No anúncio, ela se apresenta como outsider preocupada com questões locais, como pesca e custo de vida, repetindo o slogan “peixe, família e liberdade” e propondo limites de mandato.
- O partido democrata busca cinco cadeiras no total para reverter a maioria, sendo Alaska parte da estratégia juntamente com candidaturas já anunciadas em Ohio, Carolina do Norte e outros estados.
- Peltola, a primeira nativa do Alasca a ocupar o Congresso, venceu uma eleição especial em dois mil e vinte e dois, depois ingressou em um escritório de advocacia com foco em energia e mineração.
Mary Peltola, ex-deputada de Alasca, anunciou nesta segunda-feira sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos, abrindo uma frente para o Partido Democrata na tentativa de retomar o controle da Câmara em meio às eleições de meio de mandato. A escolha ocorre em um estado de maioria republicana, onde a ala democrata busca reverter a tendência e conquistar uma cadeira disputada.
Peltola foi a primeira nativa porta-voz indígena eleita para o Congresso. Ela ocupou o mandato na Câmara entre 2022 e 2024, vencendo Sarah Palin em 2022, em uma eleição especial, e assegurando o mandato pleno pelo sistema de voto classificado. Em 2024, entretanto, perdeu a maioria para o republican Nick Begich III em uma disputa de retorno.
A candidatura é vista como peça-chave para a estratégia democrata de reconquistar a maioria no Senado, que depende de flipping de quatro assentos. Em seu vídeo de campanha, Peltola enfatiza questões locais de Alasca, como a indústria pesqueira e a alta dos custos de vida, e defende limites de mandato para congressistas, além de alegar que o sistema em DC é desigual.
Contexto nacional
A decisão de Peltola reforça o esforço democrata de atrair figuras com apelo regional para competir em estados de perfil conservador. O partido já anunciou candidaturas de peso em outros estados, enquanto continuam disputas internas em candidaturas em Maine, Iowa e Texas.
Durante o mandato, Peltola participou do grupo centrista Blue Dog, mantendo posições nuanceadas em relação à linha partidária. Entre votações, houve apoio a medidas conservadoras em temas de segurança e políticas migratórias, bem como apoio a projetos de petróleo e gás em Alasca, alinhando-se a interesses econômicos locais em alguns momentos.
Após deixar o Congresso, Peltola entrou para uma firma de advocacia e consultoria com foco em energia e mineração, mantendo ligações com o setor de recursos naturais. Sua campanha destaca a identidade de liderança local e o histórico de representar interesses regionais na política federal.
A candidata lidera, pela percepção pública, um movimento que busca ampliar a presença democrata no território, embora as complexidades eleitorais do Alasca sejam desafiadoras para qualquer campanha que antecipe o favoritismo da oposição. O objetivo é atrair eleitores que valorizam a experiência regional e a visão de políticas voltadas ao litoral e às comunidades rurais.
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