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Quatro migrantes morrem sob custódia do ICE nos primeiros 10 dias de 2026

Quatro migrantes morreram na custódia de imigração dos EUA nos primeiros dez dias de 2026, em meio a protestos e ao aumento de detenções

U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) agents stand guard during protests against increased immigration enforcement and the fatal shooting of Renee Nicole Good by an ICE agent, in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 9, 2026. REUTERS/Tyrone Siu
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  • Quatro migrantes morreram sob custódia de autoridades de imigração dos EUA nas primeiras dez dias de 2026, conforme comunicados oficiais.
  • Um cubano de 55 anos, Geraldo Lunas Campos, morreu em 3 de janeiro no Camp East Montana, instalado no Fort Bliss, no Texas.
  • Dois hondurenhos, com 42 e 68 anos, também morreram após hospitalização nos dias 5 e 6 de janeiro, em Houston (Texas) e Indio (Califórnia), respectivamente, todos por causas ligadas ao coração.
  • Um cambojano de 46 anos, Parady La, morreu em 9 de janeiro no Federal Detention Center, em Filadélfia, após apresentar sintomas de abstinência severa.
  • As mortes ocorrem em meio a críticas sobre detenções em massa e após um recente tiroteio envolvendo um oficial da ICE em Minnesota, que fomentou protestos e debate sobre a política de imigração.

Três parágrafos iniciais de texto: quatro migrantes morreram enquanto estavam sob custódia de autoridades de imigração dos EUA nas primeiras dez dias de 2026. As informações vieram de comunicados oficiais do Departamento de Segurança Interna e da agência de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Os óbitos ocorreram entre 3 e 9 de janeiro, em diferentes locais do país, com relatos sobre causas relacionadas a condições médinais e situações de isolamento.

Os falecimentos envolveram quatro nacionais de Honduras, Cuba e Camboja. O cubano Geraldo Lunas Campos, 55 anos, morreu em 3 de janeiro no Camp East Montana, instalado pela gestão anterior em Fort Bliss, no Texas. O ICE informou que ele foi considerado disruptivo, colocado em isolamento e encontrado em estado de agitação; equipes de emergência constataram o óbito. Dois hondurenhos, Luis Gustavo Nunez Caceres, 42, e Luis Beltran Yanez–Cruz, 68, perderam a vida após intercorrências cardíacas em hospitais de Houston, no Texas, e Indio, na Califórnia, nos dias 5 e 6 de janeiro, respectivamente. O camboano Parady La, 46, faleceu em 9 de janeiro no Federal Detention Center, em Filadélfia, após apresentar sintomas intensos de abstinência de droga.

Detalhes das mortes

As mortes ocorrem em um contexto de aumento de detenções, com ICE registrando cerca de 69 mil pessoas sob custódia em 7 de janeiro. Autoridades de defesa de direitos de detenção destacam números elevados e pedem revisão de políticas. Em 2025, ao menos 30 pessoas morreram sob custódia da ICE, segundo dados oficiais, o que marcou o maior total em duas décadas. A administração de Donald Trump tem citado ampliação de deportações e de detenções como parte de sua estratégia migratória, com base em novos recursos aprovados pelo Congresso no ano anterior.

A gestão atual não respondeu de imediato a solicitações de comentário. Defensores, como Setareh Ghandehari, da Detention Watch Network, classificaram o volume de mortes como alarmante e defenderam fechamentos de centros de detenção. A agência afirma que está investigando cada caso, sem indicar responsabilidades específicas. As informações oficiais destacam que as detenções aumentaram e que a detenção de pessoas migrantes continua sendo uma prática-chave das políticas de imigração.

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