- Haddad afirmou que deixará o Ministério da Fazenda ainda neste mês, no início do ano, para assegurar a continuidade da execução orçamentária e da programação financeira.
- Disse não ter planos de disputar as eleições de 2026 e se colocou à disposição para ajudar na campanha de reeleição de Lula.
- O governador indicado para sucedê-lo na Fazenda seria o atual secretário-executivo, Dario Durigan, devido à capacidade técnica e ao trânsito político.
- Em balanço da gestão, afirmou ter reduzido o déficit primário em setenta por cento desde 2023 e rebateu críticas sobre a dívida pública, dizendo que ela aumenta por causa dos juros altos.
- Acredita que a eleição de 2026 deverá tratar da nova ordem global, destacando o papel de Lula para dialogar com líderes internacionais.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, confirmou que deixará o cargo ainda neste mês de janeiro. O anúncio ocorreu durante entrevista à GloboNews na noite de quarta-feira, 14. O objetivo é manter a continuidade das contas públicas e da programação financeira.
Haddad informou que a substituição no ministério deve ocorrer no começo de 2026 para não interromper a execução orçamentária. Ele ressaltou que a Fazenda exige atenção desde o primeiro dia, por envolver orçamento e execução financeira.
O ministro também reafirmou que não pretende disputar as eleições de 2026. Apesar disso, deixou aberta a possibilidade de dialogar dentro do PT sobre o tema, sem firmar compromisso.
Em relação ao apoio à gestão, Haddad afirmou que pretende contribuir com o governo de outra forma e já se colocou à disposição de Lula e do PT para colaborarem na campanha à reeleição.
Quanto ao futuro na Fazenda, Haddad indicou que prefere indicar o atual secretário-executivo, Dario Durigan, como substituto, destacando a capacidade técnica e o trânsito político do colega.
Na avaliação econômica, Haddad destacou a redução do déficit primário em cerca de 70% desde 2023 e contestou críticas sobre o aumento da dívida pública, atribuindo o crescimento das contas ao juros altos e não ao déficit.
O ministro comentou ainda a coordenação entre política fiscal e monetária, afirmando que o esforço conjunto ajudou a manter a inflação dentro da meta e a sustentar um crescimento acima do esperado.
Perspectivas para 2026
Haddad afirmou que a eleição de 2026 deve girar em torno da nova ordem global. Ele mencionou a importância do papel de Lula para manter o Brasil ativo em diplomacia com líderes internacionais, mantendo o país presente nesse cenário global tenso.
Ele destacou a atuação do governo para manter o país em posição estratégica, com foco em relações internacionais e na estabilidade macroeconômica, mesmo diante de incertezas externas.
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