- O senador Magno Malta protocolou pedido para que a CPMI do INSS convoque a ministra Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar, para esclarecer pagamentos recebidos antes da nomeação por serviços prestados a uma empresa ligada ao “careca do INSS”.
- A convocação busca entender os serviços jurídicos prestados pela ministra à empresa antes de assumir o STM, em março de 2025.
- Verônica Sterman foi indicada pelo presidente Lula e teve o nome aprovado pelo Senado em agosto, por 51 votos a 16; Malta afirma que não se trata de prejulgamento, mas de investigação.
- O STF disse à Gazeta do Povo que desconhece relação entre a empresa citada e o empresário, e que os pareceres foram elaborados dentro dos prazos, encerrando a relação profissional.
- A denúncia baseia-se em reportagem do Metrópoles, que apontou recebimento de R$ 700 mil pela empresa ACX ITC; a ministra informou que os valores são honorários por três pareceres e não possui vínculo com investigados na CPMI; a CPMI retoma as sessões em 2 de fevereiro.
O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou nesta quarta-feira um pedido para que a CPMI do INSS convoque a ministra Verônica Abdalla Sterman, do STM, para esclarecer pagamentos recebidos antes de sua nomeação. A alegação envolve serviços prestados a uma empresa ligada ao “careca do INSS”.
O requerimento aponta que a convocação visa esclarecer a atuação da ministra antes de assumir o STM, em março de 2025. Verônica Sterman foi indicada pelo presidente e teve aprovação no Senado em agosto passado, com 51 votos a favor.
À Gazeta do Povo, o STF informou que desconhece ligação entre a empresa mencionada e o empresário citado. A Corte disse que houve proposta de honorários e que os pareceres foram entregues dentro do prazo, encerrando a relação profissional.
O documento de Malta cita uma reportagem do Metrópoles, que afirma ter dito que o escritório da ministra recebeu cerca de R$ 700 mil da ACX ITC, empresa ligada ao empresário. A empresa não respondeu à reportagem.
Segundo o requerimento, Verônica Sterman já informou publicamente que os pagamentos referem-se a três pareceres jurídicos e que não há vínculo com investigados na CPMI. O senador ressalta o pedido como institucional, não pessoal.
Magno Malta afirmou que o objetivo é esclarecer sob compromisso com a verdade, destacando a necessidade de entender o fluxo financeiro. A CPMI do INSS retoma as sessões em 2 de fevereiro, após o recesso.
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