- Flávio Bolsonaro reafirmou a pré-candidatura à Presidência e disse que a decisão é irreversível, buscando unidade entre direita e centro-direita.
- Ele falou em Brasília, após visita ao pai na Superintendência da Polícia Federal, e negou fissuras com Michelle Bolsonaro e com o governador Tarcísio de Freitas.
- Tarcísio de Freitas reforçou apoio a Flávio, dizendo que ele é seu candidato e destacando a importância da união da direita.
- A pesquisa Quaest indicou avanço de votos de Flávio, de 26% para 32% no cenário sem Tarcísio, enquanto Lula se manteve em 39%.
- O cenário político sinaliza negociações entre centro-direita e direita para conciliar candidaturas, com movimentos de Kassab, Ratinho Jr. e Zema em torno de possíveis apoios a Flávio.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou nesta quinta-feira, 15, que irá disputar a Presidência em outubro. O senador disse que a pré-candidatura é irreversível e afirmou agir por delegação do pai, Jair Bolsonaro, mantendo o foco em consolidar apoio dentro da direita e da centro-direita. A declaração ocorreu em Brasília, após visita à Superintendência da Polícia Federal.
Ele disse buscar unidade com todo mundo nesses campos, assegurando que não há plano de substituição. Flávio informou estar aberto ao diálogo e enfatizou que pretende avançar com alianças amplas, respeitando o tempo de cada legenda para formalizar apoios.
O senador negou fissuras com Michelle Bolsonaro e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto por parte do Centrão como possível alternativa. Segundo Flávio, há convergência em torno de seu nome, ainda que cada liderança siga o ritmo próprio para oficializar apoio.
Tarcísio de Freitas confirmou apoio a Flávio e destacou que a direita deve ficar unida em torno de um nome. O governador paulista afirmou que Flávio é o candidato dele e que a campanha busca consolidar o arco da centro-direita.
A Quaest divulgou dados na quarta-feira(opção de cenário sem Tarcísio) mostrando avanço de seis pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio, para 32%. Lula permaneceu com 39%. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos.
Outra pesquisa, do Instituto Paraná, em dezembro de 2025, apontou empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio, com 44,1% contra 41%. O levantamento foi feito entre 18 e 22 de dezembro com 2.038 entrevistados e margem de 2,2 pontos.
O anúncio de Flávio, em dezembro de 2025, surpreendeu líderes da centro-direita e da direita que defendiam Tarcísio como nome de consenso. Desde a prisão de Jair Bolsonaro, em dezembro, o veto a Flávio não houve, e a indicação manteve protagonismo da direita.
No jogo de alianças, o PSD avalia o apoio a Ratinho Júnior como possibilidade e discutiu cenários com a centro-direita. Kassab defendeu que Ratinho poderia trazer equilíbrio à chapa, caso fosse escolhido pelo PSD, mas a tendência atual não consolidou essa hipótese.
Ciro Nogueira tem atuado para reorganizar o bloco de direita e centro-direita, cobrando mais voz sobre a escolha do PL. Ele também discutiu a possibilidade de vice com Romeu Zema, hoje no Novo, conforme interesses regionais e estratégicos.
Flávio tem articulado para reduzir resistências entre lideranças de centro-direita, apresentando-se como proposta agregadora. O apoio de Tarcísio foi visto como crucial para ampliar o espaço de campanha, especialmente em estados-chave.
Especialistas apontam que a centro-direita adota uma estratégia pragmática, buscando atrair eleitores da direita sem abandonar o combate ao PT. A transferência de votos de Jair Bolsonaro para o filho é vista como fator determinante na percepção de viabilidade de Flávio.
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