- O senador Renan Calheiros criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, com poderes para chamar autoridades e visitar órgãos como Banco Central, Tribunal de Contas da União, Supremo Tribunal Federal e Comissão de Valores Mobiliários; o grupo não pode quebra de sigilos bancários, telefônicos ou telemáticos.
- Integrarão o GT os senadores Fernando Farias, Eduardo Braga, Esperidião Amin, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros e Damares Alves; o grupo deve começar a funcionar em fevereiro.
- O primeiro ato, segundo Renan, será requerer a cópia de todos os procedimentos abertos no Tribunal de Contas da União sobre o Master.
- A criação do GT é vista como um movimento para minar a abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar o caso, que depende da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Investigações da Polícia Federal apontam que o Master captava recursos por meio de certificados de depósito e direcionava os recursos a fundos de investimento dos quais era cotista único, que compravam dívidas de empresas ligadas aos sócios; na operação desta quinta-feira houve mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, Nelson Tanure e João Carlos Mansur.
O grupo de trabalho criado pelo Senado para acompanhar o caso Master teve a decisão anunciada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros. A iniciativa ocorreu na quinta-feira 15, para monitorar as investigações sobre o banco Master. O objetivo é acompanhar ações, documentos e decisões relacionadas ao caso.
Ao contrário de uma CPI, o grupo não poderá quebrar sigilos bancários, telefônicos ou telemáticos. Integrarão o GT senadores de diferentes legendas, entre eles Fernando Farias, Eduardo Braga, Esperidião Amim, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros e Damares Alves. O grupo começará a funcionar oficialmente em fevereiro.
Renan afirmou ao Valor Econômico que o primeiro ato do GT será requerer a cópia de todos os procedimentos abertos no TCU sobre o Master. A medida decorre de informações recebidas pelo senador sobre suposta pressão a setores da Corte para atrapalhar a liquidação da instituição, decretada pelo BC em novembro.
Investigação e cenário político
A criação do GT é vista como uma forma de influenciar o andamento da apuração, em detrimento de uma CPMI, cuja instalação depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O requerimento para a CPMI já atingiu o número de assinaturas, aguardando parecer.
As investigações da Polícia Federal indicam que o Master captava recursos por meio de CDBs e os redirecionava para fundos de investimento, nos quais era cotista único. Esses fundos financiariam títulos de dívida de empresas sem viabilidade financeira, ligadas a sócios do banco.
Operação policial em andamento
Na quinta-feira, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e a familiares próximos. Também estavam sob suspeita Nelson Tanure, empresário, e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos.
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