- A Assembleia da Virgínia, controlada pelos democratas, avança com uma emenda constitucional para permitir o redistritamento em meios de mandato, antes das eleições de meio período.
- Os eleitores vão decidir se apoiam um novo mapa distrital que pode favorecer os democratas, em meio a uma batalha acirrada pela Câmara dos Estados Unidos.
- O Senado, igualmente dividido, aprovou a emenda na sexta-feira, seguindo a aprovação semelhante na Câmara dos Delegados, ambos por alinhamento partidário.
- Caso aprovada, a emenda terá vigência até 2030 e traz linguagem de gatilho que permite redesenhar os distritos apenas se outros estados também o fizerem.
- A governadora eleita, Abigail Spanberger, apoiou o esforço, mas não fez compromisso com um plano específico, deixando a decisão aos eleitores.
A Assembleia Geral liderada pelos democratas na Virgínia avança com uma emenda constitucional para permitir o redesenho de distritos antes das eleições de meio de mandato. A medida busca viabilizar a redistritalização no meio do mandato.
A proposta segue para votação final e depende do apoio popular em referendo. Votação no Senado ocorreu na sexta-feira, após aprovação semelhante na Câmara dos Delegados. Partidos disputam o formato dos distritos para o Congresso.
A emenda não foi publicada com o mapa proposto, mas os legisladores afirmam que a divulgação deve ocorrer até o fim do mês, com o referendo previsto possivelmente em abril. Votantes deverão autorizar o redesenho ou não.
Situação da votação e próximos passos
O Senado, em maioria democrata, aprovou a medida em votação também partidária, acompanhando a linha da Câmara. A incerteza permanece sobre o conteúdo final do mapa, que precisa ser apresentado antes do referendo.
O pleito envolve a possibilidade de redesenho de distritos com implicação para a composição da Câmara dos Estados Unidos. Vários estados já aprovaram mapas com vantagens para seus partidos, num cenário de disputa entre linhas partidárias.
O debate em Virgínia enfatiza a autonomia do estado sobre o tema, com críticas sobre gerrymandering e apelos por mapas justos. O governo eleito, Abigail Spanberger, apoia a ideia, mas sem compromisso público com um modelo específico.
Contexto e cenário
Atualmente, Virginia tem seis democratas e cinco republicanos na Câmara, em distritos definidos por mandatos anteriores. A mudança depende de aprovação popular em referendo, mantendo o mapa só até 2030, com gatilho de atuação condicionado a ações de outros estados.
A discussão ocorre em meio a uma sequência nacional de mudanças em mapas eleitorais, com vitórias de partidos em alguns estados e impasses em outros. A picardia entre as forças políticas segue acirrada conforme o mapa da representação muda.
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