- A Polícia Federal pediu ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a abertura de um inquérito para apurar o uso de influenciadores por Daniel Vorcaro no caso Master.
- As investigações apontam indícios de crime na ação de influenciadores contra o Banco Central, vinculados ao andamento do caso que envolve Vorcaro e a liquidação do banco.
- A apuração começou a partir da análise do Banco Central sobre a compra do Master pelo BRB, e ganhou corpo após as investigações da PF.
- A PF aguarda a decisão de Toffoli para seguir com a apuração, ressaltando o risco de dados serem apagados em plataformas digitais.
- Em meio à crise entre PF e Toffoli na Operação Compliance Zero, Toffoli proibiu o acesso imediato a celulares, recuou e designou quatro peritos, incluindo um próximo do delegado escolhido para investigar o ex-juiz Sergio Moro.
A Polícia Federal solicitou ao ministro Dias Toffoli, do STF, a abertura de inquérito para apurar o uso de influenciadores digitais em ações contra órgãos públicos ligadas ao caso Master. A solicitação foi encaminhada na terça-feira (13).
Segundo apurações preliminares, há indícios de que a atuação de influenciadores tenha sido coordenada para enfrentar ações de fiscalização ligadas ao Banco Central. A investigação envolve o contexto do banco de Daniel Vorcaro, cuja liquidação foi tema da apuração.
O ponto central é se os influenciadores teriam sido contratados por Vorcaro para contrapor investidas de órgãos reguladores. A defesa do banqueiro nega as acusações. A PF iniciou apuração preliminar após a imprensa revelar a atuação dos influenciadores.
Desdobramentos
Na fase preliminar, a PF decidiu solicitar formalmente a abertura do inquérito ao ministro Toffoli, que atua como relator do caso no STF. O objetivo é avançar na apuração sobre a relação entre influenciadores e o cenário do Master.
Há preocupação entre investigadores de que a demora na formalização possa comprometer a coleta de dados em plataformas digitais, onde contas e conteúdos podem ser apagados. A PF mantém expectativa de continuidade rápida do processo.
O cenário envolve tensão entre Toffoli e a PF, agravada pelo histórico da chamada Operação Compliance Zero. Em decisões recentes, Toffoli já adaptou medidas, incluindo a escolha de peritos para analisar o material apreendido.
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