- A CPMI do INSS acionou o ministro André Mendonça para liberar os dados dos sigilos bancário e fiscal de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que hoje estão sob custódia do presidente do Senado, por determinação de Dias Toffoli.
- A comissão busca apurar suspeitas de fraudes na concessão de crédito consignado pelo banco Master.
- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou um grupo para acompanhar as investigações no STF e no Banco Central, com participação de senadores de base governista e da oposição.
- O grupo terá atuação para acompanhar de perto todas as investigações e evitar que o caso seja abafado.
- O senador Eduardo Girão pediu suspeição do ministro Dias Toffoli na PGR para afastá-lo da relatoria do caso Master; ele também busca 27 assinaturas para abrir uma CPI no Senado.
A CPMI do INSS e o Senado intensificam a fiscalização sobre o caso do banco Master, enquanto a PF enfrenta entraves na investigação. A Comissão Parlamentar de Inquérito solicitou ao ministro André Mendonça a liberação de dados de sigilos bancário e fiscal de Daniel Vorcaro, proprietário do banco liquidado, que hoje está sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por determinação de Dias Toffoli. A motivação é apurar possíveis fraudes na concessão de crédito consignado.
Os integrantes da CPMI querem esclarecer suspeitas de irregularidades envolvidas no banco Master, ampliando o escrutínio sobre procedimentos que possam ter favorecido fraudes. A decisão ocorre em meio a novas informações de bloqueio de recursos do INSS ao Master, reportadas por Gilberto Waller, chefe do órgão, que teriam impedido liberação de cerca de 2 bilhões de reais por suspeitas de irregularidades.
Comissões em ação
Além da CPMI, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou um grupo para acompanhar as investigações. O objetivo é monitorar as apurações no STF e no Banco Central, com participação de membros de diferentes bancadas. O grupo pretende manter vigilância constante sobre o andamento do caso Master.
Suspeição e desdobramentos
O senador Eduardo Girão protocolou pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli na PGR, visando afastá-lo da relatoria do caso Master no STF. A defesa alega possível conflito de interesses pela proximidade de Toffoli com ex-diretores do banco e por negócios de familiares com fundos ligados ao Master. Toffoli nega e deve permanecer na relatoria. Girão também está buscando assinaturas para a criação de uma CPI do Banco Master no Senado, já tendo apresentado o requerimento, que contaria com o apoio de uma base de 27 signatários.
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