- O Ministério da Saúde solicitou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a inclusão da vacina contra herpes-zóster, mas a análise não aprovou no momento.
- A decisão levou em conta o preço elevado apresentado pela fabricante e a oferta limitada de doses, com apenas 1,5 milhão de unidades por ano para o público com mais de 80 anos.
- Estima-se que, para atender pessoas com mais de 50 anos, o custo total ficaria em torno de R$ 50 bilhões, o que tornaria a adoção insustentável para o SUS.
- Mesmo sem aprovação, o Ministério da Saúde segue negociando com produtores para viabilizar a incorporação da vacina em condições de oferta e preço adequados.
- A discussão não encerra e o governo continua buscando maneiras de ampliar o acesso à vacinação contra herpes-zóster no SUS, mantendo o foco na sustentabilidade do sistema.
A comissão responsável pela avaliação de tecnologias no SUS rejeitou, neste momento, a incorporação da vacina contra herpes-zóster, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. A decisão ocorreu com base na proposta apresentada pela fabricante, que não atendia aos critérios técnicos de custo-benefício e oferta suficiente de doses.
O Ministério da Saúde continua buscando condições mais favoráveis para o uso da vacina no sistema público. A ideia é viabilizar a incorporação de forma gratuita, mantendo oferta em escala compatível com a população brasileira.
A análise foi conduzida pela Conitec, que considera segurança, eficácia, disponibilidade de doses e custo-benefício ao decidir sobre a incorporação. O órgão destacou que a proposta atual tem preço elevado e disponibilidade de apenas 1,5 milhão de doses por ano para pessoas com mais de 80 anos, o que não atende ao público-alvo.
A oferta restrita de doses reforça o desafio de cobrir pessoas com mais de 50 anos, grupo estimado em mais de 60 milhões no Brasil. Estima-se que o custo total potencial ficaria em torno de 50 bilhões de reais, valor muito acima do investimento atual em programas de assistência farmacêutica.
Apesar da decisão, o Ministério da Saúde frisa que a conversa com a indústria continua. A pasta trabalha para viabilizar uma proposta sustentável, com volume de doses adequado e preço compatível com as finanças do SUS.
A herpes-zóster, conhecida como cobreiro, é causada pelo vírus varicela-zóster. Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer latente e reativar-se com o tempo, sobretudo em pessoas com imunidade comprometida. O SUS mantém acompanhamento clínico para reduzir gravidade e evitar complicações.
O Ministério reforça que, enquanto não há incorporação, o tratamento e a vigilância de casos seguem garantidos pelo SUS. As negociações com potenciais fabricantes devem buscar maior disponibilidade de doses e custo viável para a população.
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