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Governo admite que aprovação de datacenter IA em Buckinghamshire deve ser anulada

Governo admite que aprovação de datacenter de IA em Buckinghamshire deve ser anulada por avaliação ambiental inadequada, gerando recuo polêmico

How the AI datacentre next to the M25 in Buckinghamshire could look.
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  • O governo admitiu que a aprovação de planejamento para o data center de IA em Buckinghamshire deve ser anulada por não ter avaliado adequadamente o impacto ambiental.
  • O projeto, conhecido como West London Technology Park, fica em terreno de áreas verdes próximo à M25 e é desenvolvido pela Greystoke.
  • A decisão ocorreu durante um desafio legal movido por campanhas ambientais que apontaram emissões de carbono e consumo de água elevados.
  • Autoridades reconhecem erro lógico grave e afirmam que a permissão deve ser anulada, após pressão de ativistas e questionamentos sobre compromissos climáticos do setor.
  • No contexto, o governo havia designado data centers como infraestrutura nacional crítica em 2024, e o caso representa um revés para a estratégia de acelerar esses empreendimentos.

A gestão do governo britânico reconheceu que a aprovação de planejamento para um grande datacenter de IA deve ser anulada. O órgão admitiu que não considerou adequadamente o impacto climático, após questionamento judicial movido por grupos ambientais. A mudança ocorre em meio a críticas sobre a avaliação de emissões e consumo de água da instalação.

O empreendimento, conhecido como West London Technology Park, fica em terreno de zona verde junto à M25, em Buckinghamshire. O projeto é desenvolvido pela Greystoke e envolve um datacenter hyperscale de 72 mil metros quadrados, instalado em um antigo aterro, com promessa de atrair investimentos e impulsionar a infraestrutura de IA no país.

Quem atua no processo afirma que a decisão estava falha. A ex-vice-primeira ministra Angela Rayner autorizou, contrariando resistência local, a aprovação do centro. O atual secretário de Habitação, Steve Reed, disse que as razões para não exigir uma avaliação ambiental foram inadequadas e que a permissão deve ser anulada.

Entidades ambientais e organizações de defesa climática contestaram a licença, alegando que o governo aceitou de forma excessiva as garantias do investidor sobre impactos ambientais. O caso é visto como revés para a estratégia de acelerar a construção de datacenters para atrair tecnologia estrangeira.

Segundo a declaração do Ministério das Vias, Habitação e Governos Locais, o governo informou ao tribunal que concorda com o recurso e que a permissão deve ser anulada. A análise governamental de 2024 aponta que o país tinha cerca de 1,6 gigawatts de capacidade de datacenters, com previsão de incremento até 2030, mas com incertezas na demanda.

A defesa do projeto argumenta que o datacenter pode dinamizar a economia regional e ampliar a capacidade de processamento para IA. Contudo, a oposição ressalta que o foco deve ser a gestão eficiente de energia e água, além de impactos no meio ambiente local. As partes envolvidas aguardam os próximos passos legais.

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