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Projeto de lei de criptomoedas do Senado vai a markup sem apoio democrata

Projeto de estrutura do mercado cripto avança para markup sem apoio democrata, ampliando a chance de passagem partidária e novo impasse regulatório

US Senate Crypto Bill Heads to Markup Without Democrat Support
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  • A Comissão de Agricultura do Senado divulgou o texto atualizado do Digital Commodity Intermediaries Act e marcou markup para 27 de janeiro, sem apoio de democratas.
  • A perspectiva de aprovação tende a ficar mais partidária, após meses de negociações bipartidárias que não chegaram a um acordo.
  • A Comissão de Bancos adiou o CLARITY Act para depois de fevereiro ou março, enquanto o foco do Senado passou a ultra para outras pautas, incluindo habitação.
  • O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, retirou publicamente o apoio ao projeto devido a pontos considerados problemáticos, incluindo restrições a yield de stablecoins.
  • As propostas diferem em pontos críticos: o CLARITY proíbe yield de stablecoins, enquanto o texto republicano exclui as stablecoins permitidas da autoridade da Comissão de Comércio (CFTC) e classifica meme coins como commodities digitais.

A Comissão de Agricultura do Senado apresentou o texto revisado da legislação sobre estruturas de mercado de criptomoedas e marcou uma sessão de markup para 27 de janeiro, mesmo sem apoio dos democratas. A nota reforça que diferenças entre as partes permanecem.

O presidente John Boozman anunciou o texto legislativo, reconhecendo divergências em questões políticas fundamentais, mas agradecendo a colaboração com o senador Cory Booker. A sessão está marcada para as 15h no Russell Senate Office Building.

Boozman afirmou que, apesar de não ter havido acordo, o processo de markup continuará. A decisão ocorre enquanto a Comissão avança com o Digital Commodity Intermediaries Act.

Caminho Legislativo se estreita conforme Comissão Bancária atrasa CLARITY Act

A decisão da Comissão de Agricultura ocorre enquanto a Comissão de Bancos do Senado adiou o trabalho na CLARITY Act até fevereiro ou março, segundo fontes. O foco mudou para a agenda de habitação, com o presidente apoiando medidas de acessibilidade habitacional.

Atrasos seguiram após o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, divulgar apoiar publicamente a CLARITY apenas sob condições. O veto parcial refletiu divergência entre setores sobre como regular ativos digitais.

Patrick Witt, da Crypto Council, contestou a posição de Armstrong, alertando que atrasos podem favorecer futuras propostas regulatórias, possivelmente com impactos mais restritivos. Duas frentes legislativas seguem em discussão.

Diferenças-chave entre os projetos moldam a resposta setorial

O texto atualizado difere da CLARITY em pontos centrais, especialmente sobre rendimentos de stablecoins. A CLARITY proíbe ganhos de yield apenas por manter stablecoins de pagamento, com exceções baseadas em atividade.

A nova proposta exclui pagamentos com stablecoins permitidos da alçada da CFTC, deixando a regulação para estruturas como o GENIUS Act. Além disso, o texto classifica memecoins como commodities digitais sob jurisdição da CFTC.

A CLARITY cria o conceito de ativos auxiliares com isenções para tokens de ETFs listados até 1º de janeiro de 2026. Proteções para desenvolvedores aparecem em ambos, mas com diferenças regulatórias relevantes.

Perspectivas e posições envolvidas

O debate envolve bancos tradicionais e plataformas de criptomoedas, com preocupações sobre supervisão, privacidade e controle de capitais. Altos executivos de fintechs têm pedido celeridade e clareza regulatória, preservando inovação.

Armstrong sinalizou disposição para apresentar propostas de compromisso, buscando um acordo que traduza em ganhos para o setor e para o sistema financeiro. Enquanto isso, autoridades continuam avaliando impactos regulatórios de curto e longo prazo.

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