- Dia de protesto “sem trabalho, sem escola, sem compras” é organizado por líderes comunitários, religiosos e sindicatos em Minnesota contra a atuação do ICE e possível violação constitucional.
- A mobilização ocorre após a morte de Renee Good, mulher não armada morta por um policial federal de imigração em Minneapolis, e cobra a saída do ICE do estado e responsabilização do agente.
- Várias empresas locais fecharam em solidariedade; o Conselho Municipal de Minneapolis apoiou o dia de ação e a passeata está marcada para as 14h no centro da cidade.
- A previsão é de frio extremo, com temperatura de até -10 °C e sensação térmica de até -20 °C, conforme organizadores.
- O DHS informou ter realizado 3.000 detenções em Minnesota nas últimas seis semanas; o Exército dos Estados Unidos mantém 1.500 soldados em prontidão, enquanto 3.000 agentes do ICE já foram deslocados para o estado.
O dia de protesto chamado Day of Truth & Freedom reuniu líderes comunitários, religiosos e sindicais para uma greve de protesto em Minnesota. A mobilização pediu o silêncio de lojas, escolas e atividades comerciais para chamar atenção à presença do ICE no estado.
O movimento ocorre após a morte de Renee Good, mulher desarmada morta por um agente federal de imigração em Minneapolis no início deste mês. Entre as demandas estão a saída do ICE de Minnesota, responsabilização do agente que atirou, fim de financiamento federal adicional à agência e uma investigação por violações de direitos humanos e constitucionais.
Mais de uma dúzia de estabelecimentos locais anunciaram fechamento em solidariedade. O Conselho Municipal de Minneapolis apoiou o dia de ação e a paralisação geral, cuja etapa final prevê uma marcha no centro da cidade às 14h, horário local.
Desdobramentos na cidade de Minneapolis
Segundo a presidenta da Federação Nacional dos Trabalhadores do Minnesota, Chelsie Glaubitz Gabiou, a previsão de temperaturas extremamente baixas para a sexta-feira coloca desafio logístico, com sensação térmica de até -20°C. Mesmo assim, a dirigente afirmou que milhares devem participar, valorizando a visibilidade da ação e as histórias de solidariedade entre as pessoas envolvidas.
A Confederação de Sindicatos AFL-CIO de Minnesota confirmou apoio ao movimento, integrado por mais de 1.000 sindicatos locais. Líderes sindicais destacaram a importância de ações significativas para questionar as políticas migratórias e o papel das autoridades federais no estado. Um trabalhador de creche, que pediu anonimato, informou que fechou as atividades por apoio das famílias atendidas, mesmo aquelas com dificuldades para custear o cuidado infantil.
As autoridades do Homeland Security Department afirmaram que, nos últimos seis semanas, ocorreram cerca de 3.000 detenções em Minnesota. O governo federal tem destacado operações para reforçar a atuação contra imigrantes indocumentados na região.
Posição federal e desdobramentos
O Exército dos Estados Unidos colocou 1.500 militares em disponibilidade para possível atuação no estado, acompanhando a mobilização de 3.000 agentes de imigração deslocados para Minnesota, conforme notícias recentes. Em resposta, um porta-voz do DHS confirmou que a atuação busca remover suspeitos considerados de maior risco da área.
A assessoria do DHS descreveu as ações como necessárias para manter a segurança pública, citando indícios de criminalidade entre alguns imigrantes mobilizados. A linguagem oficial reiterou o objetivo de reduzir ameaças à comunidade, sem detalhar casos específicos.
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