- O Home Office anunciou mudanças em Inglaterra e no País de Gales com metas nacionais de tempo de resposta a emergências e de satisfação das vítimas.
- As metas serão divulgadas em um painel público, permitindo comparação entre áreas e possíveis classificações por força.
- O governo poderá intervir diretamente nas forças, enviando equipes de outra força quando necessário e destituindo chefes de polícia.
- A reforma prevê reduzir o número de forças locais, com uma comissão propondo fusões entre doze e quinze forças; as mudanças devem ocorrer até 2028.
- O custo estimado é de £ 500 milhões em três anos, com expectativa de recuperação por meio de economias.
Os planos anunciados pelo governo visam reformar a atuação policial em Inglaterra e País de Gales, com metas novas para combater o crime e maior transparência sobre o desempenho das forças. O anúncio, programado para esta segunda-feira, é apresentado pela secretária de Interior, Shabana Mahmood, como as mudanças mais significativas em duas décadas.
Entre as medidas, estão metas para o tempo de resposta a emergências, satisfação das vítimas com o atendimento e confiança pública nas forças locais. Os resultados deverão ser disponibilizados em um painel público para comparação entre regiões.
Novo modelo de fiscalização
O governo pretende estabelecer metas nacionais para orientar as polícias e, caso o desempenho seja ruim, tomar medidas diretas de intervenção. Em casos de fraca atuação, equipes especiais poderão ser deslocadas entre forças para elevar índices de resolução de crimes.
Intervenção e reorganização
A secretária também terá poderes para afastar chefes de polícia considerados ineficazes. O conteúdo da reforma prevê centralizar parte da supervisão, com o objetivo de tornar as forças mais responsivas às prioridades nacionais. O modelo atual, de responsabilização local, será mantido apenas de forma limitada.
Custos e implementação
A iniciativa está prevista com custo estimado de 500 milhões de libras em três anos. Representantes das forças policiais que apoiam a proposta acreditam que os investimentos devem se reverter em economias futuras por meio de ganhos de eficiência e redução de crimes.
Contexto institucional
Desde 2011, a gestão policial ficou predominantemente local, com comissões de polícia e crime escolhidas democraticamente, chefes operando sob autonomia e o governo central com poderes limitados. Pela reforma, as comissões devem ser extintas até 2028.
Mudanças previstas para o desenho das forças
A proposta também prevê uma redução no número de forças locais, com uma comissão independente avaliando fusões entre unidades. Especialistas apontam que o tamanho das forças não determina, por si só, a eficácia, e destacam riscos de incentivos inadequados caso haja classificação por desempenho.
Reações no setor
Alguns chefes de polícia elogiam o foco em responsabilização e combate ao crime, enquanto outros alertam para possíveis distorções, como prioridades definidas por tabelas de desempenho em detrimento da qualidade do serviço prestado. A implementação completa ainda não tem data definida, e há ressalvas sobre possíveis impactos culturais e locais.
Entre na conversa da comunidade