- Ato em avenida Paulista, organizado por aliados de Jair Bolsonaro, pediu anistia para o ex-presidente e para condenados pelo 8 de janeiro; protesto começou por volta das 15h em frente à Fiesp.
- Ao mesmo tempo, ocorreu em Brasília um ato liderado pelo deputado Nikolas Ferreira; Gil Diniz disse que a manifestação paulista visava contemplar bolsonaristas que não foram à capital federal.
- Os manifestantes empunharam gritos de “Bolsonaro em casa” e pressionaram o STF por prisão domiciliar ao ex-presidente, que hoje cumpre pena na Papudinha; até o momento, sem concessão de domiciliar.
- O ato teve ataques ao ministro Alexandre de Moraes do STF; bonecos infláveis representaram Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, com críticas ao tribunal e ao presidente Lula.
- Participação de Renato Bolsonaro, pré-candidato a deputado federal, que pediu a libertação de Jair Bolsonaro, além de cobranças pela atuação de outros bolsonaristas em favor de pautas do grupo.
Na tarde deste domingo, bolsonaristas se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para um protesto organizado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato foi voltado a pedir anistia para Bolsonaro e para condenados pelo 8 de Janeiro, com concentração próxima ao prédio da Fiesp.
O protesto começou por volta das 15h e seguiu até pouco antes das 16h20, reunindo apoiadores em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Em paralelo, ocorria em Brasília um ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira.
Gil Diniz, deputado estadual pelo PL de São Paulo e um dos organizadores, disse ao UOL que a manifestação buscava atender bolsonaristas que não puderam ir à capital federal. Durante o ato, houve a cobrança de prisão domiciliar para o ex-presidente, que cumpre pena em regime no que é conhecido como Papudinha.
Repercussões e acusações
Ao longo do evento, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi alvo de ataques de parte dos presentes, com discursos que o classificaram como tirano e ligado a tentativas de afastar Bolsonaro. A pressão também atingiu por meio de pedidos de ação parlamentar, incluindo a criação de uma CPMI para apurar fatos relacionados.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, discursou pedindo transparência nas apurações sobre o chamado caso do Banco Master. O ato também contou com bonecos infláveis dos ministros Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além de uma figura com o presidente Lula apresentado como presidiário, acompanhada de referências ao contrato envolvendo a esposa de Moraes.
O irmão de Bolsonaro, Renato Bolsonaro, esteve entre os presentes e enfatizou a defesa da libertação do ex-presidente, em tom de apoio aos movimentos articulados pelo PL. Ao longo do encontro, houve cobrança pela participação de outros parlamentares em pautas de anistia e pela defesa de Bolsonaro em campanha eleitoral futura.
No fim do ato, ainda houve solicitações para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e cobranças para que integrantes do movimento se manifestem de forma mais clara em Brasília e em São Paulo sobre as demandas de anistia e de Bolsonaro livre.
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