Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Garota britânica criada por IA vira meme de extremismo de direita

IA gerada Amelia se transforma em meme global, expandindo discurso extremista e monetização de ódio, desafiando iniciativas educativas contra radicalização

Warning: this image has been manipulated One of the AI-generated Amelias that have exploded across social media channels.
0:00
Carregando...
0:00
  • Amelia é uma personagem gerada por IA criada para dificultar que jovens se aproximem de extremismo, mas virou meme de direita nas redes; a origem está em um jogo educativo financiado pelo Home Office do Reino Unido.
  • A personagem aparece como uma jovem britânica goth com cabelo roxo, carregando a bandeira do Reino Unido e em vídeos em locais como Londres e o Parlamento, com mensagens contra muçulmanos militantes e migrantes de “terceiro mundo”.
  • O fenômeno ganhou força via memes criados com IA usando a ferramenta Grok no X, com milhares de posts diários desde 15 de janeiro; o tema começou em 9 de janeiro.
  • Surgiu também um token de criptomoeda chamado Amelia, com usuários tentando inflar seu valor; chegou a ser retweetado por Elon Musk.
  • A ideia original era educativa e voltada a sala de aula; especialistas alertam para riscos de desinformação e impactos na democracia, enquanto a disseminação internacional continua.

Amelia é uma personagem criada por IA para dissuadir jovens da extremismo, mas acabou se tornando um meme de direita nas redes. A figura aparece como uma garota goth de cabelo roxo, com a bandeira britânica e uma postura provocativa. No restante, o material envolve mensagens de ódio e racismo.

Os memes surgem em plataformas como Facebook e X, com vídeos em que Amelia afirma adorar a Inglaterra e alerta sobre supostos perigos de muçulmanos militantes ou migrantes de “terceiro mundo”. Em um vídeo, ela é confrontada por um homem com vestimenta islâmica ao comer salsicha de porco.

A criação de Amelia permite que a figura seja adaptada por qualquer usuário com acesso a um chatbot, levando a uma progressão viral que ultrapassa nichos. Usuários do X usam a ferramenta Grok AI para gerar variações, ampliando o alcance.

Origem do personagem

A ideia inicial surgiu de um jogo educativo financiado pelo Home Office britânico, voltado a jovens de 13 a 18 anos. O jogo, intitulado Pathways: Navigating the Internet and Extremism, é simples e tem escolhas morais sobre conteúdo extremista.

Os participantes respondem a cenários em uma escola, com decisões que podem levar a encaminhamentos ao programa Prevent. No entanto, a versão de Amelia foi subvertida e ganhou vida própria nas redes.

Impactos e desdobramentos

Variações da Amelia já aparecem em estilo Manga, com paródias de Wallace e Gromit e encontros “reais” com personagens de Father Ted ou Harry Potter. Essas imagens carregam linguagem racista e mensagens de extrema direita.

A propagação começou com uma postagem anônima no X, em 9 de janeiro, segundo a empresa Logically. A postagem teve milhões de visualizações e acelerou a disseminação da personagem.

A escalada também gerou debates sobre monetização de ódio, com a criação de uma criptomoeda associada ao meme. Elon Musk chegou a compartilhar publicamente uma promoção do token Amelia no X.

Autoridades e pesquisadores ressaltam riscos da IA. Matteo Bergamini, da Shout Out UK, afirma que grupos convertem o meme em estratégias de ganho financeiro e desinformação. A equipe reporting recebeu ameaças.

Analistas destacam que Amelia acabou ganhando dinamismo internacional, atingindo jovens e diferentes sobreposições de conteúdo. Observam também que a estética da personagem facilita a viralização entre públicos diversos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais