- A polícia de western australia fechou o local de um protesto do Invasion Day em perth após relatos de uma ameaça; foi criada uma zona de exclusão em Forrest Place e uma pessoa ficou detida.
- Em melbourne, cerca de 500 pessoas participaram do March for Australia, mas houve confrontos com apoiadores de povos aborígenes; a polícia, em gear de intervenção, interrompeu quatro incidentes entre os grupos.
- Em sydney, o ato iniciou com homenagens às famílias de sophie quinn e outras vítimas, enquanto a marcha seguia pela elizabeth street sob presença policial.
- Em canberra, a marcha passou por Old Parliament House, onde havia cerca de 40 manifestantes do March for Australia; a polícia federal manteve os grupos separados.
- Organizadores destacaram a importância de reconhecer a história do país e defenderam educação e diálogo, com cobranças por responsabilidade histórica.
O Invasion Day mobilizou milhares de pessoas em várias cidades do país. Em Perth, a polícia do Oeste da Austrália interrompeu o evento previsto no CBD após receber relatos de uma ameaça, criando uma zona de exclusão ao redor de Forrest Place. Um suspeito foi detido durante a operação.
A ação policial ocorreu na tarde de segunda-feira, com a prefeitura solicitando que o público evitasse a área e aguardasse novas instruções. A polícia informou ter utilizado recursos significativos para cumprir a medida, que visava manter a segurança dos participantes e do entorno.
A tensão surgiu assim que as autoridades impediram parte do roteiro habitual do protesto. Algumas pessoas relataram que os organizadores tentaram manter a cerimônia de forma alternativa, enquanto a segurança orientava sobre os pernoites e o afastamento de lideranças.
Desdobramentos em outras cidades
Em Melbourne, cerca de 500 pessoas participavam de uma marcha anti-imigração no mesmo horário de uma manifestação maior, de 30 mil pessoas, que terminou com confrontos entre apoiadores das causas indígenas e grupos contrários. A polícia atuou com equipes de choque e cavalaria para separar os grupos.
Em Sydney, Canberra e outras capitais, as marchas resistentes seguiram sem incidentes graves, com medidas de segurança reforçadas. Em Canberra, a marcha passou perto de um grupo de manifestantes pró-imigração, sob a vigilancia de uma linha de polícia federal que manteve distância entre os agrupamentos.
Entre os participantes de Sydney, houve recordações de vítimas locais, com foco em familiares de uma jovem que perdeu o marido recentemente. Números oficiais indicam que a contestação envolve diferentes leituras da história do país, com apoio à criação de mecanismos de verdade e reconciliação.
Em Melbourne, uma figura representativa do movimento indígena pediu maior reconhecimento de direitos culturais e consideração histórica, destacando a importância de educar as futuras gerações sobre o passado do país.
Entre na conversa da comunidade