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Políticos da Caminhada pela Liberdade souberam da queda de raio ao fim do ato

Raio atinge a Praça do Cruzeiro, em Brasília, durante caminhada; 72 pessoas são atendidas e parlamentares chegam sem saber do ocorrido

Manifestantes passam mal após a queda de um raio durante ato da Caminhada da Liberdade
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  • Um raio atingiu pessoas na Praça do Cruzeiro, em Brasília, durante a Caminhada pela Liberdade no domingo (25), antes do fim do ato, deixando 72 atendidos.
  • Parlamentares da oposição criticaram a organização por não dispersar o protesto, e o idealizador Nikolas Ferreira só soube do ocorrido ao chegar ao local; ele foi ao hospital para obter informações.
  • O Corpo de Bombeiros informou que foram mobilizadas 25 viaturas; 72 pessoas foram atendidas, 42 estavam estáveis, e 30 foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal e ao Hospital Regional da Asa Norte; oito estavam em estado instável.
  • O público se afastou temporariamente das grades durante o atendimento, voltou a se aproximar do cercado ao fim dos atendimentos e o ato seguiu com as pessoas reunidas próximo ao local.
  • A praça aberta e a estrutura com guindastes e cercado ao redor do trio elétrico são apontadas como possíveis fatores que atraíram raios; o ato encerrou após o discurso de Nikolas Ferreira.

Políticos da Caminhada pela Liberdade só tomaram ciência do raio ao fim do ato, na Praça do Cruzeiro, em Brasília. O incidente ocorreu durante a manhã de domingo (25), quando a marcha, após percorrer 240 quilômetros de Paracatu (MG), se aproximava do encerramento. A informação sobre o raio chegou apenas quando o grupo já estava reunido no local.

A chuva moderada a forte acompanhava o ato. Parlamentares da oposição, como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP), criticaram a organização por não ter encerrado o protesto. Nikolas Ferreira (PL-MG), idealizador da caminhada, inicialmente foi alvo de críticas por não mencionar o raio em discurso, mas seguiu para o hospital para obter informações sobre as vítimas.

Primeiro atendimento e chegada de Bombeiros

A Gazeta do Povo acompanhou a concentração na manhã de domingo por volta das 11h50, com crianças, jovens e adultos sob chuva. A descarga elétrica ocorreu perto das 12h30, antes da chegada dos parlamentares. Um clarão seguido de estrondo atingiu o local, derrubando pessoas próximas às grades de contenção.

Quem estava próximo atuou para socorrer as vítimas, com familiares e socorristas carregando homens, mulheres e crianças. Um ponto de atendimento foi montado em ambulâncias e outro em um caminhão próximo ao trio elétrico, até a chegada do Corpo de Bombeiros.

Intervenção das autoridades e deslocamento

O Corpo de Bombeiros chegou por volta das 12h50, com 25 viaturas e 10 Unidades de Resgate. O auxílio incluiu triagem, suporte pré-hospitalar e transporte para hospitais. Parte das pessoas foi encaminhada ao Hospital de Base do DF e ao HRAN; oito apresentavam condições instáveis.

Ao longo do atendimento, o público se afastou das grades, mas retornou à área após o fim dos primeiros socorros, com a chuva persistente. A organização pediu que as pessoas buscassem abrigo seguro e ficassem longe de árvores.

Chegada dos parlamentares e desfecho

Os congressistas que acompanhavam a caminhada chegaram à praça após as 13h45, sem saber do ocorrido. Ao chegar, disseram estar informados apenas por relatos não oficiais sobre 30 atendimentos, com 13 encaminhamentos hospitalares. Nikolas Ferreira chegou às 14h30 e discursou das 15h às 15h15, sem mencionar o raio.

Ao final do ato, o organizador visitou o Hospital de Base para checar o estado das vítimas. A fala de Nikolas encerrou o evento, que teve continuidade apenas com a imprensa local já desligada.

Análise técnica sobre o local e repercussões

A Praça do Cruzeiro é aberta, com poucos abrigos. Estruturas de cerco, como grades e guindastes, formaram um retângulo ao redor do trio elétrico, o que, segundo bombeiros, pode ter contribuído para atrair descargas elétricas. A nota do CBMDF, divulgada após o fim do ato, confirmou 72 atendimentos no local, com 42 em estado estável e 30 encaminhados aos hospitais, entre eles oito com condições instáveis.

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