- PT busca a intervenção direta de Lula para destravar alianças no Nordeste, com foco em Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba, além de atenção ao Ceará.
- Bahia: o Senado é a principal fonte de atrito; Jerônimo Rodrigues quer chapa apenas com petistas ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner, gerando resistência de aliados tradicionais; discussões sobre vice ou comando da Assembleia não avançaram.
- Maranhão: impasse envolve o Planalto, com Brandão tentando manter o governo e rechaçando candidatura de Camarão; há tentativas de rearranjo e abertura para alianças com o PSD, enquanto Lahesio Bonfim cresce no cenário.
- Pernambuco: disputa entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) torna-se nacionalizada; PT pode apoiar Campos, com prioridade de renovar o mandato do senador Humberto Costa; equilíbrio depende de alinhamento com Raquel.
- Rio Grande do Norte: governadora Fátima Bezerra pode deixar o cargo para disputar o Senado; vice Walter Alves não assume; cenário aponta para possível eleição indireta e liderança de Styvenson Valentim no Senado, com Zenaide Maia como segunda vaga.
- Paraíba: impasse entre Lucas Ribeiro (PP) e Cicero Lucena (MDB) persiste; executiva nacional deve definir; previsão de Rodrigues Azevedo e Veneziano Vital do Rego para o Senado.
A direção nacional do PT busca a intervenção direta do presidente Lula para destravar as alianças estaduais no Nordeste. Gravidade: formar chapas majoritárias e consolidar base no Senado. Região de peso para a reeleição e para a base de governabilidade.
Entre os estados sob monitoramento estão Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. No Ceará, o governador Elmano de Freitas pode enfrentar Ciro Gomes. A gestão estadual também influencia a costura entre governos e o Legislativo.
Em 2022, Lula elegeu aliados em quase toda a região, com exceção de Pernambuco, onde Raquel Lyra venceu Marília Arraes no segundo turno. Hoje, diferenças internos aparecem em nomes, arranjos e estratégias para governos e Senado.
Bahia
No Senado, o atrito é maior. O PT baiano aposta em Jerônimo Rodrigues para reeleição, ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner. A composição, inteiramente petista, irrita o senador Angelo Coronel, aliado histórico. Pesquisas internas apontam vantagem para o “puro-sangue” frente ACM Neto. O PT cogita indicar vice ao PSD ou manter comando da Assembleia, mas as conversas não caminharam.
Tassio Brito, presidente estadual, afirma haver maturidade para consensus. Lula confia na direção do partido e vê a chapa como base ampla, não apenas puro-sangue.
Maranhão
O impasse envolve o Planalto e o governador Carlos Brandão (PSB). Após rompimento com Flávio Dino, houve tentativa de rearranjo que foi rejeitada. Brandão quer manter o mandato até o fim e impedir a candidatura de Felipe Camarão (PT) com a máquina estadual.
Brandão cogita apoiar Orleans Brandão (MDB) para o Senado, em oposição à ideia de renovar com Camarão. O Planalto tem preocupação com Lahesio Bonfim (Novo), que pode atuar como vetor de fragmentação. A tendência é buscar composição com o PSD ao redor de Eduardo Braide.
Pernambuco
A disputa local é entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD). O PT pernambucano tende a apoiar Campos, que preside o PSB nacional, como contrapartida a Lula. Há quem defenda dois palanques para Lula caso Raquel se comprometa. Independente disso, Humberto Costa, senador, permanece como prioridade para o PT.
Rio Grande do Norte
A sucessão em Natal envolve o vice Walter Alves (MDB), que não assumirá o cargo ao deixar Lula disputar o Senado. Com isso, há possibilidade de eleição indireta na Assembleia. Fátima Bezerra apoia o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, para o governo, enquanto Styvenson Valentim lidera pesquisas ao Senado.
O PT observa tensão entre governadora e senadora, com a direção tentando evitar ampliação do bolsonarismo no governo estadual.
Paraíba
A Federação Brasil da Esperança não definiu entre Lucas Ribeiro (PP) e Cicero Lucena (MDB). PCdoB defende Ribeiro, PV aproxima-se de Lucena, e PT ainda não consolidou posição. A Executiva Nacional deve decidir. Para o Senado, a tendência aponta Joao Azevedo (PSB) e Veneziano Vital do Rego.
Alagoas
Perspectivas de disputa entre Renan Filho (MDB) e Joao Henrique Caldas (PL) no governo. A composição para o Senado envolve Renan Calheiros e Arthur Lira, com Marina JHC e Alfredo Gaspar como possíveis fatores de desequilíbrio. A leitura é de aproximação com Lula, mas o PT ainda avalia o cenário local.
Sergipe
Fabio Mitidieri (PSD) já formalizou a chapa, mas deve conversar com Lula até o fim de fevereiro. A pauta envolve reeleição de Lula e possível recomposição com o PT, rompido em 2020. Mitidieri mantém a chapa com Jefferson Andrade, Andre Moura e Alessandro Vieira.
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