- O presidente Donald Trump anunciou que Tom Homan passará a comandar as operações do ICE em Minnesota, substituindo o chefe da Patrulha Fronteira, Gregory Bovino, que deixará o estado com parte da equipe.
- A mudança ocorre após críticas ao modo de operação do ICE em Minneapolis, incluindo o uso de gás lacrimogêneo e a condução do caso de Alex Pretti, morto por um agente federal durante protesto.
- Trump informou ter conversado por telefone com o governador Tim Walz, dizendo que Homan o contactará e que, no futuro, pode haver retirada dos agentes de Minneapolis, mantendo foco em questões de fraude financeira.
- A Casa Branca sustenta postura dura contra migrantes, sem abrir investigação independente sobre a morte de Pretti; a secretária Kristi Noem chegou a elogiar a decisão como boa para a paz e a segurança.
- Uma pesquisa da Ipsos para a Reuters aponta queda de popularidade das políticas migratórias de Trump, com quarenta e nove por cento de desaprovação? (ajuste: correção) Aprovação de quarenta e nove por cento? Corrija para: 39% aprovam e 53% desaprovam; Trump sinaliza possível retirada futura dos agentes.
O presidente Donald Trump amenizou o tom sobre Minnesota em meio à escalada de tensões após a violência envolvendo a polícia migratória. Tom Homan foi designado para chefiar o deslocamento do ICE no estado, substituindo o chefe da Patrulla Fronteriza, Gregory Bovino, que deixará a operação nesta terça-feira.
Homan assumirá a coordenação direta das ações no terreno, segundo a Casa Branca, com o objetivo de concentrar esforços em casos de criminalidade e fraude investigada envolvendo o ICE. Bovino deixará Minnesota com parte de seus agentes, retornando aos destinos anteriores.
Trump informou que já contatou o governador Tim Walz por telefone, descrevendo a conversa como positiva e alinhada. O presidente destacou que Homan entrará em contato com Walz para colaborar no tema de Minnesota.
Mudança de estratégia e reação pública
A administração tem feito críticas voltadas ao manejo da operação, que ganhou contornos de confronto com manifestantes. A narrativa oficial comunicou responsabilidade pela segurança pública, ao mesmo tempo em que reduziu o foco em grandes operações de busca.
Democratas chegaram a discutir medidas orçamentárias para limitar fundos ao ICE, e pretenderam abrir investigação sobre a atuação de autoridades. Em resposta, a Casa Branca reiterou que a prioridade é a aplicação da lei e a responsabilização de crimes.
Contexto e desdobramentos locais
O incidente que provocou a crise envolve a morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, durante a intervenção de agentes migratórios em Minneapolis. A prefeitura e órgãos de fiscalização aguardam apuração sobre as circunstâncias do disparo, com versões conflitantes entre autoridades e testemunhas.
Walz também participou de conversas com a Casa Branca sobre a presença de agentes no estado. A gestão estadual busca manter equilíbrio entre segurança pública e direitos civis em meio a protestos e cobranças por transparência.
Perspectivas para o futuro imediato
A expectativa é que Homan concentre-se menos em operações de grande alcance e passe a avaliar medidas para reduzir tensões com comunidades locais. A administração sinaliza que não há prazos definidos para eventual retirada de parte das tropas federais de Minnesota.
Trump afirmou, em entrevista, que a retirada pode ocorrer no futuro, mantendo um contingente ajustado para lidar com questões de fraude financeira. A posição pública mantém o foco em expulsão de criminosos ilegais, sem sinalização de mudanças rápidas na operação.
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