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Comissário diz não ter poder para demitir chefe por ban de Maccabi Tel Aviv

Comissário de polícia admite não ter poder legal para demitir o chefe de polícia pelo ban de torcedores do Maccabi Tel Aviv; aponta necessidade de processo legal

Asked why he had not immediately sacked chief constable Craig Guildford, the West Midlands police and crime commissioner, Simon Foster, said ‘There’s no legal power on the part of a police and crime commissioner to summarily sack a chief constable on the spot’
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  • O comissário de polícia da West Midlands, Simon Foster, afirmou que não há poder legal para demitir na hora um chefe de polícia; é preciso um processo legal adequado.
  • Foster confirmou que iniciou, em 15 de janeiro, o processo para demitir o chefe constable Craig Guildford, após o relatório preliminar do HM Inspectorate of Constabulary (HMIC); Guildford se aposentou dois dias depois.
  • Segundo Foster, demissões rápidas não são possíveis; é necesario colaborar com HMIC, o painel de polícia e o próprio chefe, para cumprir um processo detalhado.
  • A investigação do Independent Office for Police Conduct (IOPC) e a auditoria interna apuram conduta, incluindo uso exagerado de inteligência para justificar a proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv.
  • O atual chefe interino, Scott Green, disse que a força overstated a inteligência e prometeu mudanças, como treinamento anti‑antisemitismo e revisão do uso de IA; houve críticas por não ter consulta à comunidade judaica, com relatório do comitê de assuntos internos previsto para fevereiro e o relatório completo do HMIC para o verão.

Ao longo de uma sessão de governança, o comissário de polícia e de crime da West Midlands afirmou que não possui poder legal para dispensar o chefe da polícia por causa da proibição de torcedores do Maccabi Tel Aviv. A fala ocorreu após o Home Secretary retirar a confiança no Chief Constable Craig Guildford, baseada em uma conclusão de que a polícia exagerou informações para justificar a proibição de torcedores no confronto contra o Aston Villa, na Europa League, no ano anterior.

Simon Foster, responsável pelo comissariado, explicou que houve um “grau de ficção” sobre seus poderes, destacando que não há um processo de corte rápido semelhante a programas de reality shows. O comissário ressaltou que existe um procedimento legal rigoroso que envolve o HMIC, a polícia e o painel policial, bem como o próprio Chief Constable.

Durante uma reunião do conselho de responsabilização e governança, Foster foi questionado sobre a demora para demitir Guildford. Ele reiterou que não é cabível demitir sumariamente alguém na posição, explicitando a necessidade de um processo formal e legal. Afirmou ainda que a compreensão pública do tema não foi clara e que isso gerou falsas expectativas.

O comissário informou ter instruído o órgão de fiscalização policial a apurar o papel de Guildford na decisão de banir torcedores visitantes. Também está em andamento uma investigação independente pela Independent Office for Police Conduct (IOPC) para verificar possíveis responsabilidades por má conduta de agentes ou funcionários.

Avanços e investigações

Foi anunciada a retirada de Guildford após ele anunciar a aposentadoria, com foco na avaliação contínua de procedimentos internos. Scott Green, substituto interino, reconheceu que a força “exagerou” informações e admitiu falhas no registro de informações. Ele pediu desculpas públicas pela forma como a resposta inicial foi apresentada.

Green indicou mudanças futuras, incluindo treinamento antissemitismo para os agentes e uma revisão do uso de inteligência artificial. O comissário afirmou que essa reforma busca reconstruir a confiança com as comunidades locais, especialmente após a controvérsia envolvendo a proibição em outubro do ano passado.

Fora do âmbito local, a conclusão de um relatório do comitê de assuntos internos deve chegar em fevereiro, com o relatório completo da HMIC previsto para o verão. A atuação da polícia na decisão de banir torcedores foi objeto de perguntas por parte de parlamentares, que acompanham o caso e pleiteiam maior clareza sobre os procedimentos adotados.

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