- O ICE é a principal agência de imigração dos EUA, com duas frentes, ERO e HSI, e opera principalmente no interior do país; a Patrulla Fronteriza (Border Patrol) atua na fronteira e pode agir em zonas de até 100 milhas da fronteira.
- Sob a atual gestão de Donald Trump, o ICE recebeu orçamento recorde e mais de cem bilhões de dólares até 2029, com cerca de 22 mil oficiais e planos de ampliar novamente o efetivo e a rede de centros de detenção.
- A atuação das duas agências se intensificou em cidades democratas, como Minneapolis, com operações de grande escala e rondas de detenção em áreas urbanas; agentes costumam atuar com identificação variável e nem sempre visível.
- Nas últimas semanas, dois incidentes com uso de força levantaram questionamentos sobre os limites de atuação: um agente matou a tiros Renee Good e outro crítico caso envolvendo Alex Pretti durante protesto.
- O treinamento de novos agentes foi acelerado, com duração estimada de oito semanas, e houve redução de exigências como o ensino de espanhol; especialistas questionam preparo para operações em centros urbanos.
O ICE e a Patrulla Fronteriza atuam em cidades como Minneapolis, ampliando suas capacidades na atual gestão. Agentes federais entraram em operações nos últimos meses, com uso de táticas de alto impacto em protestos, provocando mortes e debates sobre limites de atuação. A violência envolvendo civis levanta questionamentos sobre normas e supervisão.
Dois incidentes em menos de 20 dias acenderam o debate sobre a atuação dessas agências. Um enfermeiro de 37 anos, Alex Pretti, foi morto por agentes da Patrulla Fronteriza durante uma intervenção em Minneapolis. Quinze dias antes, Renee Good, poeta e mãe de 37 anos, foi morta por um agente do ICE, também na cidade.
O ICE
O ICE é a principal agência de imigração interna dos EUA, criado após o 11 de setembro de 2001. Opera com duas frentes: Detenção e Deportação (ERO) e Investigações de Segurança Nacional (HSI). A missão permanece voltada a decisões internas de imigração, com foco em deportações.
Como cresceu sob Trump
Sob a administração de Trump, o ICE recebeu orçamento recorde, estimulado pela reforma tributária, com previsões de financiamento superior a 100 bilhões de dólares até 2029. A força afirmou ampliar o efetivo para cerca de 22 mil agentes e manter mais de 200 centros de detenção.
Onde estão os agentes e como identificar
Milhares de agentes foram enviados a cidades democratas para grandes operações e ações pontuais. Operações ocorreram em Los Angeles, Washington, Minneapolis, Chicago e outras. Muitos agentes atuam sem uniforme ou com identificação discreta, o que dificulta a identificação em campo.
Treinamento e competências
Para acelerar o recrutamento, o ICE reduziu o tempo de treinamento para cerca de oito semanas. Cursos virtuais passaram a compor a formação, com ênfase em leis de imigração. A formação em controle de multidões é menos frequente, o que elevou críticas sobre preparo para protestos urbanos.
Entre o ICE e a Patrulla Fronteriza
A Patrulla Fronteiriça, parte da CBP, tradicionalmente cuida das fronteiras, enquanto o ICE atua no interior. Mesmo com funções distintas, as duas entidades realizam operações conjuntas e, às vezes, atuam em tribunais de imigração. Em Minneapolis, a presença de ambas as agências gerou controvérsias sobre táticas e uso de força.
Por que Minneapolis recebeu a atuação das duas agências
A cidade fica fora da zona de 100 milhas da fronteira, mas as autoridades sinalizaram que as agenças têm poderes amplos para interrogar e deter pessoas sob suspeita de violação de imigração. Especialistas apontam que agentes da Patrulla Fronteriza podem não estar adequadamente treinados para ambientes urbanos.
Treinamento, operações e críticas
As operações conjuntas em Minnesota incluem detenções tanto de migrantes quanto de cidadãos. Haveram relatos de abusos de força durante protestos, incluindo o uso de gases e detenção de manifestantes. O clima de críticas reforça a necessidade de revisão de normas e supervisão.
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