- O ambiente no Senado para a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF, é visto como mais favorável pelos aliados do governo.
- A percepção é de que o cenário atual é mais ameno do que no fim de 2025, quando resistências internas levaram ao adiamento da mensagem presidencial.
- Lula pretende encaminhar a indicação assim que os trabalhos legislativos retornarem, e deve conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes.
- Messias já se reuniu com cerca de setenta dos 81 parlamentares para apresentar seu histórico, compromissos institucionais e mapear objeções.
- Partidos com bancada expressiva, como MDB, PSD e Republicanos, teriam posição majoritariamente favorável, o que sustenta a expectativa de avanço do processo sem grandes turbulências.
O clima no Senado para a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, tornou-se mais favorável aos aliados do governo. A percepção é de que o ambiente atual está menos adverso do que no final de 2025, quando resistências internas levaram o Planalto a adiar o envio da mensagem ao Congresso.
Na prática, o presidente já sinaliza encaminhar a indicação assim que os trabalhos legislativos forem retomados, na próxima segunda-feira, 2. Antes disso, ele planeja conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A audiência é vista como estratégica, já que Alcolumbre resistiu ao nome de Messias e apoiou a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga.
Messias tem mantido contato direto com senadores. Segundo interlocutores, ele já falou com cerca de 70 dos 81 parlamentares, com o objetivo de apresentar o histórico profissional, reforçar compromissos institucionais e mapear objeções para ajustar a estratégia governista.
Apoio e resistência no Senado
O diagnóstico aponta núcleo de oposição consolidado, sobretudo entre integrantes bolsonaristas. No entanto, o conjunto de resistências identificadas anteriormente parece ter recuado com o passar do tempo e com as negociações em curso.
Partidos com bancada expressiva, como MDB, PSD e Republicanos, aparecem hoje com posição majoritariamente favorável ao nome de Messias. Líderanças dessas siglas discutiram internamente a indicação e tendem a apoiar o ministro na sabatina marcada.
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