- Eymael não disputará a corrida presidencial deste ano; o jingle “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão” não voltará a ser ouvido na campanha.
- Ao longo de seis participações desde 1998, o melhor desempenho foi em 2010, com cerca de 89 mil votos (0,09% dos válidos), ficando em quinta posição.
- Na eleição anterior, Eymael foi o candidato menos votado, com aproximadamente 16 mil votos (0,01% dos válidos).
- Aos 86 anos, ele deixou a presidência da Democracia Cristã em 2025, abrindo espaço para o alagoano João Caldas.
- A DC lançou a pré-candidatura de Aldo Rebelo, com o aval de Eymael, marcando uma nova fase do partido.
Após seis eleições, o democrata cristão José Maria Eymael ficou de fora da corrida presidencial deste ano. O jingle Eymael, um democrata cristão não voltará à campanha, marcando o fim de uma participação constante desde 1998. O candidato obteve seu melhor desempenho em 2010, com cerca de 89 mil votos (0,09%) e ficou em quinto lugar.
Ao longo de mais de duas décadas, Eymael participou de eleições presidenciais, ausentando-se apenas em 2002, quando disputou a Câmara dos Deputados por São Paulo. Na última disputa presidencial, foi o candidato com menor votação, registrando aproximadamente 16 mil votos (0,01%).
Apesar dos números baixos, Eymael se tornou um ícone do eleitorado, com a canção associada a seu nome repetida a cada eleição, seja como apoio, protesto ou brincadeira, independentemente da ideologia do votante. Aos 86 anos, deixou a presidência da DC em 2025, após 40 anos à frente da sigla, refundada em 1985 após a ditadura.
Em julho, Eymael passou a mão do comando para João Caldas, atual presidente nacional da DC, que recentemente anunciou a pré-candidatura de Aldo Rebelo à presidência em 2026. Dias depois, Eymael, então licenciado, perdeu a esposa Isola Selbach Eymael, em agosto, e afastou-se das atividades políticas. A DC afirmou à Gazeta do Povo que Eymael tirou um ano sabático após décadas de liderança.
Eymael e os desdobramentos históricos
Na última eleição, Eymael carregou a alcunha Constituinte Eymael ao lado do nome nas eleições de 2022. Em 1986, registrou a candidatura à deputado federal por São Paulo, o que o levou à Câmara e à defesa da nova Constituição de 1988. Como deputado constituinte, apresentou 145 propostas e destacou valores cristãos, familiares e direitos trabalhistas, com maior lembrança pela defesa da inclusão de “Deus” no preâmbulo da Constituição.
A trajetória começou na década de 1980, quando Eymael buscou representar a DC na primeira eleição direta após a redemocratização. O Partido Democrata Cristão enfrentou dificuldades internas na construção de uma candidatura própria para 1989, levando à coligação com Guilherme Afif em outra chave de apoio.
O jingle e a origem da campanha
O jingle, amplamente conhecido, teve origem na campanha de Eymael à prefeitura de São Paulo em 1985. O compositor José Raimundo de Castro, ligado ao partido, criou a música para facilitar a lembrança do nome Eymael. Eymael disse à imprensa que o jingle foi criado para promover uma identidade simples, associando o símbolo do democrata cristão ao nome.
Em 2012, Eymael disputou novamente a prefeitura de São Paulo, pelo PSDC, recebendo cerca de 5,3 mil votos. A partir de então, o foco do partido passou por reorganizações e ajustes estratégicos buscando novas candidaturas para 2016 e 2020.
Novo estágio da DC e próximos passos
O novo presidente da DC, João Caldas, destacou a liderança de Eymael nas últimas quatro décadas e afirmou que o ex-candidato aceitou a necessidade de uma nova dinâmica e estratégia para as candidaturas. Em entrevista, Caldas elogiou o papel histórico de Eymael na sigla.
No mesmo dia, a DC confirmou a pré-candidatura de Aldo Rebelo à presidência, com Eymael respaldando a decisão. A coordenação do partido informou que o acordo ocorreu sem dissidências e que o objetivo é ampliar a presença da DC na política brasileira.
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